Política
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Dallagnol diz que sistema é responsável pela ineficiência do STF

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, disse durante entrevista ..

Francielly Azevedo - 18 de junho de 2018, 20:55

CURITIBA, PR, 18.11.2016: OPERAÇÃO-LAVA JATO - O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato, anuncia a devolução de R$ 204.281.741,92, desviados do cofre da Petrobras, na sede do Ministério Público Federal em Curitiba. O montante foi recuperado em acordos da Lava Jato. (Foto: Theo Marques/Folhapress)
CURITIBA, PR, 18.11.2016: OPERAÇÃO-LAVA JATO - O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato, anuncia a devolução de R$ 204.281.741,92, desviados do cofre da Petrobras, na sede do Ministério Público Federal em Curitiba. O montante foi recuperado em acordos da Lava Jato. (Foto: Theo Marques/Folhapress)

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, disse durante entrevista coletiva, nesta segunda-feira (18), que a culpa da ineficiência do Supremo Tribunal Federal (STF) é do "sistema". Segundo Dallagnol, a demora para o STF julgar os casos se dá pela quantidade de processos existentes no país.

"Existe uma ineficiência sistêmica nas investigações perante tribunais superiores. Isso não é culpa dos ministros, não é culpa dos julgadores, mas é culpa do sistema, do modo como as coisas funcionam", explicou.

De acordo com o procurador, enquanto na primeira instância as fases da investigação são feitas uma após a outra, no STF cada etapa depende da aprovação de um ministro, que tem muitos casos para apurar. "A questão é: o quão rápido esse ministro consegue decidir? Ele não consegue decidir rápido, porque enquanto a suprema corte dos Estados Unidos julga 100 casos por ano, nossa suprema corte julga 100 mil casos por ano", ponderou.

Entre outros assuntos, Dallagnol repercutiu as eleições deste ano. Para ele, a renovação de cadeiras no Legislativo e Executivo é "saudável", mas não precisa acontecer totalmente. "Não temos apenas políticos ruins, políticos corruptos. Existem políticos bons e as pessoas devem valoriza-los. Existem políticos que já se desenvolveram ao longo do tempo como bons profissionais, que conhecem de gestão e da máquina pública, e podem desempenhar perfeitamente o papel", afirmou

O coordenador da força-tarefa da Lava Jato esteve em Maringá, no noroeste do Paraná, para ministrar uma palestra sobre a Lava Jato e combate à corrupção.