Dallagnol é convidado pelo Senado a explicar mensagens com Moro

Angelo Sfair

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O procurador-chefe da Operação Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol, foi convidado pelo Senado a prestar esclarecimentos sobre a troca de mensagens com o ex-juiz Sergio Moro pelo aplicativo Telegram. O requerimento para o convite foi aprovado nesta terça-feira (18) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

As mensagens trocadas entre os dois principais nomes da investigação foram reveladas pelo site The Intercept Brasil. O conteúdo sugere que o ministro da Justiça e Segurança Pública, quando responsável por presidir as ações da Lava Jato na 1.ª instância, em Curitiba, atuou em colaboração com a acusação, sugerindo fontes e orientando estratégias.

Moro participará de uma audiência pública nesta quarta-feira (19), às 9h, no Senado Federal. A presidente da CCJ, Simone Tebet (MDB-MS), explicou hoje (18) que o ex-juiz terá 30 minutos para fazer uma exposição. Depois disso, senadores inscritos terão cinco minutos cada para fazer perguntas; Moro terá o mesmo tempo para responder; réplicas e tréplicas acontecerão em dois minutos.

A audiência com Deltan Dallagnol pode seguir formato parecido, seguindo as mesmas normas regimentais. O requerimento de convite ao procurador federal foi apresentado pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA) para apurar a “suposta e indevida coordenação de esforços” na Operação Lava Jato.

Para o parlamentar, o conteúdo divulgado pelo The Intercept Brasil indica que pode ter havido desvio de funções públicas. Moro, de acordo com Angelo Coronel, extrapolou funções e desrespeitou deveres da magistratura. Atualmente ministro, Sergio Moro foi o responsável pelo julgamento de mais de uma centenas de empresários e políticos, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril de 2018.

De acordo com a assessoria de comunicação do Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR), o convite aprovado pela CCJ não foi formalizado. Portanto, ainda não há uma resposta do procurador-chefe da força-tarefa Lava Jato. Diferentemente de Moro, que foi convocado a depor, Dallagnol pode aceitar ou recursar o chamado do Congresso.

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