Damares Alves recebe famílias de imigrantes venezuelanos em Maringá

Victor Raimundi


A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, participou da cerimônia de recepção de familiares de 49 motoristas venezuelanos que viram, em Maringá, a oportunidade de buscar uma vida melhor.

Os profissionais concluíram, nas últimas semanas, treinamento em uma transportadora onde vão trabalhar. Eles puderam receber suas famílias por meio de uma parceria do Exército Brasileiro, via “Projeto Acolhida”, da ONU (Organização das Nações Unidas), e do Instituto Sendas, que auxiliou a empresa contratante na recepção geral dos imigrantes.

Com o foco em melhor distribuir o fluxo de imigração no país, Damares destacou a importância da boa recepção dessas famílias em cidades de todas as regiões do território nacional, oferecendo não só emprego, mas também, estrutura domiciliar.

“O nosso maior desafio é interiorizar. Roraima recebe em torno de 800 a 1.000 pessoas por dia, o que dá 30 mil pessoas por mês, seja para ficar permanentemente ou temporariamente, passando para outros lugares”, explicou a ministra.

Na base desse recomeço para os trabalhadores e suas famílias, está o Instituto Sendas. A ONG foi criada por imigrantes de diversos países e brasileiros, e tem por objetivo ajudar na integração e na empatia da comunidade com os recém-chegados.

Na organização, além do projeto de oito meses de acolhimento cultural, social e econômico, as pessoas que forem acolhidas terão à disposição uma nova sede, que será inaugurada na sexta-feira (25), às 19h, em Maringá.

“Nós reconstruímos uma casa abandonada com muitas doações, de diversos tipos. Tivemos ajuda financeira, de materiais de construção, tanto de empresas quanto de pessoas físicas. Recebemos muito apoio da população para revitalizar a casa, e agora poderemos revitalizar a vida dessas pessoas”, pontuou Erick Perez, presidente do Sendas.

MAIS OPORTUNIDADES

De acordo com Perez, o centro terá funcionalidades diversas. Prestará apoio para os imigrantes em questões pessoais, jurídicas e de orientação sobre direitos humanos, além de oferecer oportunidades de desenvolvimento profissional por meio de oficinas e estudo de português e demais línguas estrangeiras.

O espaço apresentará também ala de auxílio para o público feminino, com projetos como a sala de atendimentos humanizados para mulheres e aconselhamento de aleitamento materno para imigrantes e brasileiras.

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