Debate dos candidatos a prefeito de Curitiba: veja o resumo do que rolou na Band

Vinicius Cordeiro

debate band curitiba

O primeiro debate das Eleições 2020 em Curitiba, promovido pela Band, contou com um tom apaziguado entre sete dos 16 candidatos à Prefeitura. Sem a presença do atual prefeito e favorito à reeleição, Rafael Greca (DEM) por opção própria, os debatedores não criaram nenhuma discussão ríspida e não pediram por um direito de resposta em nenhum momento. Participaram do debate os candidatos Camila Lanes (PCdoB), Fernando Francischini (PSL), João Arruda (MDB), João Guilherme (Novo), Marisa Lobo (Avante), Paulo Opuszka (PT) e Professor Mocellin (PV).

O debate da Band ficou marcado pelas dobradinhas frequentes entre Francischini e Arruda, além de João Guilherme com Mocellin. Quem foi escanteada foi a candidata Marisa Lobo, que acusou o fato de ser conservadora por não ter sido tão acionada pelos adversários nem mesmo uma vez.

“Queria fazer um protesto por ter sido ignorada neste debate. Talvez por ser conservadora, apoiadora do presidente Bolsonaro desde 2011. Queria falar do nosso plano de governo, infelizmente não deu tempo. É o maior plano conservador da história”, disse Marisa em suas considerações finais.

A bolsonarista, em suas perguntas, provocou debate partidário com Paulo Opuskza, que afirmou que o presidente “não pode colocar em risco nenhum processo democrático” e nem criar discordância no que diz respeito à Saúde.

Marisa também antagonizou com Camila Lanes (PCdoB) sobre os moradores de rua ao afirmar que teria cuidado com os cidadãos de bem e que condenaria os criminosos. Em resposta, Camila negou a opção de “bem e mal” para cidadãos e que é preciso criar alternativas para pessoas em situação de vulnerabilidade. Além disso, Lanes também ressaltou que pretende fazer com que Curitiba vire modelo no que diz respeito à Educação. “Além de construir mais creches e CMEIs, garantir as pautas dos profissionais, é necessário que as crianças tenham futuro e perspectiva. É necessário que a gente fale sobre educação pública”, arrematou.

Quem também abordou a pauta foi João Arruda (MDB), que defendeu a interatividade semanal entre alunos e estudantes e a retomada gradual das atividades presenciais. Ele ainda afirmou que vai “descongelar o plano de carreira dos professores. “Pra mim uma prioridade é cuidar dos nossos professores que cuidam das nossas crianças.  Quero trabalhar em parceria com eles”, disse.

Ele também ressaltou o auxílio emergencial do governo federal em uma dobradinha com Fernando Francischini, que prometeu criar um socorro financeiro municipal. “Vou criar o auxílio emergencial da Prefeitura de Curitiba, quero dar continuidade aos pagamentos para aquele que está desempregado”, afirmou o candidato do PSL, que diz ser “liberal na economia, mas não em tempo de pandemia, fome, miséria e desemprego”.

Na tabelinha entre legendas (PSL e PT) mais estranha, Francischini e Opuszka falaram sobre a retomada da economia durante a pandemia de covid-19. O petista defendeu “economia solidária” como uma saída da crise. “Os países que agiram com solidariedade recuperaram a auto estima e cultura das suas cidades. Estado forte é serviço que se presta com eficiência e com efetividade”, explanou.

Por fim, umas das interações mais frequentes foi entre João Guilherme (Novo) e Renato Mocellin (PV), que se ajudaram a ganhar minutos na telinha. Um dos pontos abordados por eles foi a coleta do lixo.

“Já fomos referência mundial. Não estamos mais estimulando as pessoas a fazerem a coleta do lixo de maneira consciente e reciclável”, disse João, que sugeriu até isenção fiscal como estímulo por parte do Poder Público. Em resposta, Mocellin afirma que vê a questão com carinho e prometeu que a Prefeitura “vai reciclar 100%” com o PV na administração.

Carol Arns (Podemos), Christiane Yared (PL), Diogo Furtado (PC), Eloy Casagrande (Rede), Goura (PDT), Leticia Lanz (PSOL), Professora Samara (PSTU), Zé Boni (PTC) participam do segundo debate da Band, marcado para o próximo dia 14.

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