Ausente no debate, Greca é alvo de adversários e fica em silêncio nas redes sociais

Vinicius Cordeiro

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Ausente por opção do primeiro debate eleitoral, o prefeito de Curitiba e candidato a reeleição, Rafael Greca (DEM), sofreu ataques e ficou em silêncio nas redes sociais. O debate, transmitido pela Band, foi realizado nesta quinta-feira (1) – veja o que rolou.

Participaram do debate os candidatos Camila Lanes (PCdoB), Fernando Francischini (PSL), João Arruda (MDB), João Guilherme (Novo), Marisa Lobo (Avante), Paulo Opuszka (PT) e Professor Mocellin (PV). Greca foi sorteado para fazer parte do grupo, mas recusou a participação e acusou que faltou cumprimento às normas sanitárias. A Band, no entanto, cumpriu medidas como distanciamento social, limitou o acesso ao ambiente só para quem teve resultado negativo em exame PCR para coronavírus.

Mesmo ausente, o atual prefeito virou tema uma dobradinha formada por Francischini e João Arruda. A dupla trocou tabelas em dois dos três blocos e apontou principalmente a relação do atual prefeito com as empresas do transporte coletivo. “Tem alguns contratos que precisamos abrir. No início do mandato do atual prefeito, ele fez um acordo que liberou as empresas de R$ 30 milhões. Precisamos investigar algumas coisas. A gente precisa passar tudo isso a limpo. Eu não estou acusando [de corrupção], estou dizendo que precisamos deixar tudo claro”, disse Arruda.

Antes, Francischini afirmou que iria criar um auxílio emergencial da própria Prefeitura de Curitiba usando um fundo orçamentário da administração municipal. “Vou criar o auxílio emergencial, vou usar o fundo de reserva que infelizmente o Greca usou quase R$ 200 milhões para ajudar seus amigos do transporte coletivo em Curitiba. Quem está sem emprego nas filas sabe do que estou falando. Menos asfalto e mais cuidado com as pessoas é o que precisamos”, disse Francischini, ironizando o atual prefeito. O candidato do PSL critica um repasse feito às empresas do transporte coletivo para compensar a perda de 70% de passageiros por causa da pandemia do coronavírus. Greca já rebateu sobre o assunto nas redes sociais.

Apesar de ter sido alvo, Greca não se manifestou em nenhum momento do debate. Vale lembrar que ele se recuperou totalmente de uma pneumonia causada pela covid-19 e teve alta hospitalar ontem (30). A orientação médica é de repouso até a próxima semana. A primeira-dama, Margarita Sansone, segue internada com a doença e ainda não tem previsão de alta.

AÇÃO DE GRECA DURANTE PANDEMIA DE COVID-19 TAMBÉM É CRITICADA

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Primeiro debate em Curitiba contou com sete candidatos. (Divulgação/Band TV)

O médico João Guilherme (Novo) também fez críticas ao atual prefeito de Curitiba, apesar de ter priorizado uma dupla com o Professor Mocellin (PV). Ele defendeu que os atuais políticos diminuam os gastos pessoais com dinheiro público como viagens e gastronomia – uma das principais bandeiras do partido Novo. Porém, João Guilherme também falou da ação de Greca durante a pandemia de covid-19. Hoje Curitiba soma 1.299 mortes e 44.455 casos confirmados, conforme o último boletim da Secretaria Municipal da Saúde.

“Não podemos ser levianos e achar que essa pandemia poderia ser combatida de maneira fácil, mas demoramos um pouco para tomar atitudes e fechamos precocemente a cidade. Não tínhamos mil leitos quando precisávamos, tínhamos 200, e isso foi grave”, avaliou João Guilherme.

Em entrevista à CBN Curitiba no mês de maio, Greca reconheceu que a cidade passou a adotar medidas restritivas antes do necessário e afirmou ter cedido à pressão para fechar as atividades.

O primeiro debate da Band não teve nenhum direito de resposta. O próximo debate da emissora está marcado para o dia 14 de outubro com os seguintes candidatos: Carol Arns (Podemos), Christiane Yared (PL), Diogo Furtado (PCO), Eloy Casagrande (Rede), Goura (PDT), Letícia Lanz (PSOL), Professora Samara (PSTU) e Zé Boni (PTC)

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