Defesa de Beto Richa pede que juiz se declare suspeito para julgar ações da Operação Rádio Patrulha

Thaissa Martiniuk - Bandnews FM Curitiba

A defesa do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) apresentou um pedido de suspeição do juiz Fernando Bardelli Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, encarregado das ações da operação Rádio Patrulha, que investiga pagamentos de propina no programa “Patrulha do Campo, responsável por obras em estradas rurais do estado.

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Os advogados afirmam que o magistrado não tomou as providências cabíveis depois do vazamento de informações sigilosas quando da prisão de Richa. Para os defensores, houve quebra da imparcialidade por parte de Fernando Fischer. Os advogados afirmam que durante o cumprimento do mandado de prisão do ex-governador, no dia 11 de setembro de 2018, os veículos de comunicação souberam da operação antes da defesa do político.

De acordo com o documento, os advogados ainda afirmam que o juiz Fernando Bardelli Fischer dificultou o acesso a informações que constavam no processo e ainda deu prazo limitado para a manifestação da defesa. O magistrado ainda não se manifestou sobre o pedido de suspeição dos advogados de Richa.


O ex-governador Beto Richa e o ex-secretário de Infraestrutura e Logística, Pepe Richa, junto com outras 11 pessoas respondem ao processo decorrente da operação Rádio Patrulha. Os irmãos são investigados pelos crimes de corrupção passiva e fraude à licitação, que teriam sido praticados entre 2011 e 2018. Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o esquema envolve mais de R$ 100 milhões pagos a empresas investigadas.

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