Defesa de Dilma dispensa testemunha após polêmica envolvendo Gleisi Hoffmann

Redação


O advogado de defesa da presidente afastada Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, pediu a suspensão do testemunho da ex-secretária de Orçamento Federal Esther Dweck, convocada para depor em favor da presidente afastada.

O testemunho de Esther foi contestado após publicação do jornal O Globo que revelou que ela seria nomeada em cargo comissionado no gabinete da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), uma das principais articuladoras pela defesa de Dilma na sessão de julgamento do processo de impeachment.

Os favoráveis ao impeachment afirmaram que Dweck estaria sendo contratada pelo gabinete da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o que poderia configurar aliciamento de testemunha. A advogada de acusação, Janaína Paschoal, que também é uma das autoras da denúncia que motivou o processo contra Dilma Rousseff, foi quem colocou em suspeição a ex-secretária de Orçamento sob o argumento de que a mesma foi nomeada assessora “por uma parlamentar que é uma das mais ferrenhas defensoras de Dilma”, no caso, a senadora Gleisi Hoffmann.

De acordo com Cardozo, a suspensão da testemunha acontece para não expor ou desqualificar Esther Dweck. “Percebo que haverá uma intenção de desqualificar, aí sim, pessoalmente, a professora Esther Dweck”, afirmou. “Eu não vou expor a figura de uma professora universitária a um tipo de execração política por represália, portanto a defesa retirará a testemunha Esther Dweck”, completou.

Além de afasta-la do depoimento, Cardozo também requer que a testemunha de defesa Ricardo Lodi Ribeiro, presidente da Sociedade Brasileira de Direito Tributário, seja ouvido como informante “pelo fato de ter atuado como assistente de perícia”. Lodi ainda será ouvido, mas na prática seu depoimento não será anexado como prova ao processo. Ele também não faz o juramento de que dirá a verdade, como testemunhas fazem.

“A professora Esther Dweck não está nomeada no meu gabinete, não tem vínculo com o Senado e eu requisitei, sim, a professora Esther Dweck, que é professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, para assessorar a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Fiz isso no dia 24 de maio, quando solicitei a nomeação”, afirmou Gleisi no plenário.

Em entrevista a TV Senado, a senadora Gleisi Hoffmann afirmou que as testemunhas “não tem obrigação de serem imparciais”, que a ex-secretária não é servidora do senado e que o documento divulgado trata-se apenas de um “convite” para que Esther Dweck assessorasse a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Testemunha de acusação

Em outra questão de ordem, o advogado de Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo também pediu que a testemunha de acusação Antônio D’Ávila, auditor do TCU (Tribunal de Contas da União), passe a constar nos autos apenas como informante. O argumento é de D’ávila admitiu ontem ter auxiliado o procurador Júlio Marcelo a redigir a peça de acusação contra a presidente Dilma Rousseff.

 

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