Defesa pede autorização para que Lula vá ao enterro do neto

Vinicius Cordeiro

Com caráter de urgência, a defesa de Luiz Inácio Lula da Silva pediu autorização à Justiça para que o ex-presidente vá ao enterro do neto Arthur Araújo Lula da Silva, que faleceu nesta sexta-feira (1), em Santo André, por causa de uma meningite meningocócica. O pedido entrou em sigilo por volta das 15h30 da tarde.

O documento enviado pelos advogados tem como base o artigo 120 da Lei de Execução. O trecho destacado é o seguinte: “os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão“.

O pedido ainda relembra a morte de Genival Inácio da Silva, conhecido como “Vavá” e irmão de Lula. Ele faleceu em janeiro e a defesa pediu a autorização para que o petista fosse ao velório. Na ocasião, o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a saída do ex-presidente da cela onde está desde abril do ano passado, na Polícia Federal (PF), em Curitiba, quando a cerimônia estava no fim. Lula acabou se recusando a deixar o prédio da PF. Contudo, os advogados usaram a resposta positiva de Toffoli para embasar o novo requerimento.

Relembre

Lula cumpre pena de 12 anos e um mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, em caso julgado, na primeira instância, pelo então juiz Sérgio Moro. Já no caso do sítio de Atibaia (SP), Lula foi condenado por 12 anos e 11 meses de prisão em julgamento da juíza Gabriela Hardt, que substitui Moro na Operação Lava-Jato após o mesmo ter assumido o cargo de ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro.


Lula nega qualquer crime e, apoiado pelo Partido dos Trabalhadores, alega que vem sofrendo perseguição política.

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