Política
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Delator condenado, Barusco pode retirar tornozeleira eletrônica e viajar

A juíza federal substituta Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, autorizou que o ex-gerente de Serviços da P..

Fernando Garcel - 11 de abril de 2018, 16:30

Brasília - O ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, depõe em audiência pública da CPI dos Fundos de Pensão, na Câmara dos Deputados (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Brasília - O ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, depõe em audiência pública da CPI dos Fundos de Pensão, na Câmara dos Deputados (Antonio Cruz/Agência Brasil)

A juíza federal substituta Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, autorizou que o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco retire a tornozeleira eletrônica. O despacho foi publicado na noite de terça-feira (10).

Condenado inicialmente a 15 anos de reclusão por crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e corrupção, a progressão estava prevista no acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal (MPF).

Dos 15 anos de prisão, Barusco cumpriu dois anos em regime aberto diferenciado com monitoramento por tornozeleira eletrônica e devolveu mais de 97 milhões de dólares à Petrobras. Agora, ele retira o equipamento e deve entregá-lo na Secretaria da 12ª Vara Federal de Curitiba ou por meio dos Correios.

No despacho, a magistrada determina que o delator deverá apresentar relatórios semestrais de viagens realizadas para a Justiça Federal de seu endereço, no Rio de Janeiro, até o fim do cumprimento da pena, em março de 2031. "No caso de descumprimento injustificado, estará sujeito o executado à regressão de regime e a não extensão do benefício a outras eventuais condenações, consoante os termos da sentença condenatória e do acordo de colaboração premiada homologado", frisa Carolina Lebbos.

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