Delator da Lava Jato diz que R$ 8 milhões em propinas teriam sido repassados ao PT e R$ 40 milhões ao MDB

Juliana Goss - BandNews FM Curitiba


O ex-executivo da Odebrecht, Márcio Faria da Silva, relatou em depoimento ontem ao juiz Sérgio Moro que pelo menos R$ 8 milhões teriam sido repassados ao Partido dos Trabalhadores e R$ 40 milhões ao MDB em propinas como parte de um acordo envolvendo ex-diretores da Petrobras e operadores financeiros. Faria foi interrogado por Moro na ação penal decorrente da Operação Deja Vu, 51ª fase da Lava Jato. De acordo com o ex-executivo e delator, o acerto de propinas teria sido combinado no escritório do presidente Michel Temer.

Segundo o Ministério Público Federal, o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro teria ocorrido em um contrato de prestação de serviços entre a Odebrecht e a estatal de US$ 825 milhões para a manutenção de ativos da estatal em países do exterior.

O delator detalhou que a propina teria sido dividida da seguinte forma:  4% para o presidente Michel Temer, para ao ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha e para o ex-ministro Henrique Eduardo Alves. 1% teria sido destinado ao PT.

Com o pagamento da propina, a Odebrecht teria sido beneficiada no edital da licitação. De acordo com Faria, depois da reunião no escritório de Temer, a empreiteira teria sido abordada por operadores financeiros do PT. Planilhas do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como setor de propinas da empresa, comprovariam o pagamento das vantagens indevidas.

A reportagem ainda não conseguiu contato com a assessoria de imprensa do Partido dos Trabalhadores. Por meio da assessoria de imprensa, o Palácio do Planalto afirmou que não irá se pronunciar a respeito.

 

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