Delator da Publicano tem prisão revogada e passará a cumprir prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica

Roger Pereira


Da BandNews FM Curitiba

O principal delator da Operação Publicano, o ex-auditor da Receita estadual, Luiz Antônio de Souza, teve a prisão preventiva revogada nesta terça-feira (04 de abril) e eletrônica. A decisão é do juiz Juliano Nanúncio da 3ª Vara Criminal de Londrina, no norte do Paraná.

De acordo com despacho, Souza terá de permanecer em casa aos domingos e durante a semana entre as dez horas da noite e as seis horas da manhã e não pode mudar de endereço sem prévia comunicação à Justiça. A decisão do magistrado levou em conta a retomada do acordo de colaboração de Souza com o Ministério Público.

No aditivo da delação, o ex-auditor se comprometeu a esclarecer todos os fatos sobre os quais fosse questionado dali em diante e o juiz Juliano Nanúncio considerou que o acordo tinha “regularidade, legalidade e voluntariedade”. Porém, segundo o MP, desta vez, a delação tem outras condições: o ex-auditor deve devolver cerca de três milhões de reais, sendo 500 mil em dinheiro e o restante em imóveis.

Em 2015, após o primeiro acordo com o Ministério Público, o ex-auditor deixaria o presídio e passaria a responder pelos crimes em prisão domiciliar. No entanto, em junho de 2016 a negociação foi rompida. De acordo com o Ministério Público, à época, Luiz Antônio de Souza pediu dinheiro a empresários para que não fosse denunciado. A Operação Publicano foi deflagrada há dois anos, em março de 2015. Até o momento, quarenta e duas pessoas foram condenadas.

Segundo as investigações – que começaram em 2014 – o esquema era formado por auditores fiscais que não faziam a revisão corretamente, e por isso, não autuavam os sonegadores. Após a fiscalização, a organização criminosa pedia dinheiro em troca da redução do valor dos impostos.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os casos de corrupção aconteceram em diversos setores, entre 2008 e 2014. Segundo a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), o esquema movimentou pelo menos dois bilhões de reais.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal
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