Política
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Governo do Paraná troca delegada no comando da investigação da morte de petista em Foz

Segundo o secretário de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquista, o caso já é comprovadamente de intolerância política.

Redação - 11 de julho de 2022, 16:30

(Reprodução/GloboNews)
(Reprodução/GloboNews)

A delegada Iane Cardoso deixou a chefia da investigação da morte do guarda municipal e tesoureiro Marcelo Arruda, assassinado a tiros durante a festa do próprio aniversário de 50 anos em Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná. Quem assume a presidência do inquérito é a delegada Camila Cecconello, que comanda a DHPP (Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa), em Curitiba.

A troca aconteceu depois da deputada federal Gleisi Hoffmann, presidente do PT (Partido dos Trabalhadores), dizer ter recebido relatos de que a delegada Iane Cardoso fez postagens contra o partido em 2016. Em um deles, a delegada disse que "Petista quando não está mentindo está roubando ou cuspindo". Ainda segundo Hoffmann, o PT vai pedir a federalização da investigação.

Contudo, o secretário de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquista, afirmou que a mudança das delegadas não teve relação com as postagens da delegada Iane Cardoso. Em entrevista ao Estúdio I, da GloboNews, Mesquista disse que a delegada de Foz do Iguaçu tomou atos juridicamente perfeitos no início do caso.

"Foi uma decisão tomada ontem à noite, em que conversamos com o delegado-geral da Polícia Civil, Silvio Rochembach, e com o governador Ratinho Junior, que determinou uma apuração completa, rápida, eficaz e isenta desse caso", disse Mesquita.

"Nós avaliamos que a delegada de Curitiba teria mais recursos humanos e técnicos para poder dar uma resposta mais rápida a esse caso", completou ele.

COMO FOI A MORTE DO TESOUREIRO DO PT EM FOZ DO IGUAÇU

O guarda municipal e tesoureiro do PT, Marcelo Aloizio Arruda, foi assassinado com dois tiros de arma de fogo, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, durante sua festa de aniversário de 50 anos.

O salão de festas da ARESF (Associação Recreativa Esportiva Segurança Física de Itaipu) estava decorado com balões vermelhos e imagens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Cerca de 40 pessoas estavam no local. Segundo o boletim de ocorrência registrado na 6.ª Subdivisão Policial de Foz do Iguaçu, durante a festa, o bolsonarista Jorge Guaranho - que era desconhecido por todos e não estava convidado - chegou ao local armado, acompanhado de uma mulher e uma criança de colo, dizendo aos gritos: "Aqui é Bolsonaro!".

Aproximadamente 20 minutos depois, o agente penitenciário retornou ao local, desta vez sozinho, com a arma de fogo em mãos. A esposa do aniversariante, que é policial civil, se identificou mostrando o distintivo. O aniversariante também sacou uma arma para que o agressor recuasse.

Conforme narra o boletim de ocorrência, ignorando os avisos, Jorge Guaranho abriu fogo e efetuou vários disparos. Pelo menos dois acertaram Marcelo, que revidou a agressão e atirou contra o bolsonarista três vezes.

O guarda municipal e tesoureiro do PT chegou a ser socorrido, mas morreu logo depois. Já o policial penal federal está internado em estado grave, num hospital da cidade.