Prefeito gaúcho nomeia jornalista que ameaçou ex-noiva de morte como secretário

Angelo Sfair

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O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), nomeou o jornalista Denian Couto como novo secretário de Comunicação Social. O anúncio foi feito na tarde desta quarta-feira (27) e gerou críticas imediatas.

Couto ameaçou a ex-noiva de morte no ano passado. O caso foi revelado pelo The Intercept Brasil. Na ocasião, o jornal ainda apontou que o homem era acusado de agredir, física ou verbalmente, pelo menos quatro mulheres.

Na reportagem, é revelado o áudio de uma gravação telefônica entre o jornalista e a ex-noiva. Eles conversavam após a jovem descobrir uma suposta traição. Alterado, ao berros, ele faz duas ameças diretas de morte.

Em menos de seis minutos de conversa, Denian Couto manda a ex-companheira calar a boca sete vezes e faz quatro ameaças de suicídio. Entre os xingamentos de “burra”, “retardada”, “vagabunda” e “doida”, ele chama a ex-noiva de “filha da puta” 13 vezes.

Quatro dias após as revelações, Denian Couto foi demitido do Grupo RIC, responsável pelas afiliadas da Record TV e da rádio Jovem Pan no Paraná. Ele também foi desligado da revista Top View, publicada pelo mesmo grupo.

DENIAN COUTO ASSUME SECRETARIA EM PORTO ALEGRE

Novo secretário de Comunicação Social, Denian Couto assume um posto que estava vago na Prefeitura de Porto Alegre desde a saída de Orestes de Andrade Júnior, que assumiu a coordenação da bancada do PSDB na Câmara de Vereadores.

“Denian assume o cargo neste momento difícil, causado pela pandemia do novo coronavírus e com o desafio de comunicar as ações de enfrentamento à doença”, disse o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB).

Questionada sobre o histórico de agressões do agora secretário de Comunicação Social, a Prefeitura de Porto Alegre encaminhou nota na qual afirma que Denian Couto foi inocentado da acusação no episódio em que ameaçou a ex-noiva de morte.

Na realidade, o jornalista não foi julgado. Em decisão unânime, o TJPR (Tribunal de Justiça do Paraná) mandou trancar o inquérito que apurava as ameças de morte.

“Por unanimidade, os desembargadores mandaram arquivar o inquérito policial aberto contra ele por entender que não houve crime”, diz a nota. O caso já transitou em julgado.

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