Depoimento de Odebrecht será utilizado na ação contra chapa Dilma-Temer no TSE

Andreza Rossini


O ministro Herman Benjamim do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), relator da campanha que investiga a chapa presidencial de 2014, formada por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB), autorizou nesta quarta-feira (22), incluir o depoimento do empresário Marcelo Odebrecht, um dos delatores da Operação Lava Jato, na ação em que o PSDB pede a cassação da chapa.

Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidente Dilma e do seu então vice, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas, por unanimidade, no TSE. O PSDB questionou a aprovação por entender que existem irregularidades nas prestações de contas apresentadas por Dilma e o processo foi reaberto.

A ação pode gerar a cassação do mandato de Temer e a inelegibilidade de Dilma. As investigações realizadas até agora focaram na contratação da gráfica contratada para a campanha, que teria recebido pagamentos irregulares.

A oitiva deve ser realizada no dia 1º de março, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde Marcelo está preso.

Em delação, Odebrecht afirmou que negociou um repasse de R$ 30 milhões para partidos que apoiaram a chapa.

Segundo entendimento do TSE, a prestação contábil da presidente e do vice-presidente é julgada em conjunto.

A campanha de Dilma Rousseff nega qualquer irregularidade e sustenta que todo o processo de contratação das empresas e de distribuição dos produtos foi documentado e monitorado. No início do mês, a defesa do presidente Michel Temer sustentou no TSE que a campanha eleitoral do PMDB não tem relação com os pagamentos suspeitos. De acordo com os advogados, não se tem conhecimento de qualquer irregularidade no pagamento dos serviços.

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