Denúncia contra Lula é “uma farsa dos garotos do Moro”, diz deputado

Fernando Garcel


O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) classificou a coletiva de imprensa do Ministério Público Federal (MPF), que denunciou o ex-presidente Lula na Lava Jato e o classificou como comandante máximo dos crimes de corrupção na Petrobrás, como uma “farsa dos promotores candidatos à subcelebridade”.

> “Lula é o comandante máximo dos crimes de corrupção na Petrobrás”, diz Dallagnol

Em um vídeo publicado no Facebook, antes do início da coletiva de imprensa, Paulo Pimenta diz que não houve crime e que a os promotores tentariam “criar um caso político”.

De acordo com o parlamentar, a perseguição ao partido não vai terminar enquanto Lula não for tornado inelegível. “Não adianta afastar Dilma, não adianta atacar o PT. A liderança de Lula é muito forte. O medo de Lula é medo do povo e do voto”, afirma.

Por fim, o deputado diz que a manobra é “um esquema criminoso e seletivo contra o Partido dos Trabalhadores e ao ex-presidente Lula” dos “garotos do Moro” e diz que voltará a falar após o final da coletiva.

 

Denúncia

O Procurador da República  e Coordenador da Força Tarefa do Ministério Público Federal na Lava Jato, Deltan Dallagnol, afirmou que o ex-presidente Lula “é o comandante máximo dos crimes de corrupção na Petrobrás”.

Segundo Dallagnol, não restam dúvidas de que “Lula era o grande general que comandou a realização e a prática dos crimes, e que coordenava o funcionamento e, se quisesse, a paralisação”.

Os procuradores apresentaram ainda algumas representações gráficas da chamada “proprinocracia” que foi instalada no governo federal: “No ápice dessa pirâmide está o núcleo político, e no centro desse núcleo político está Lula”, afirmou.

De acordo com o gráfico, Lula tinha poder para distribuir os cargos. Para Dallagnol, Nestor Cerveró foi nomeado na Petrobras para atender os interesses arrecadatórios do PT e o funcionamento do Mensalão e da Lava Jato dependia não só do poder de Lula como comandante, mas como líder partidário.

“Lula estava no topo da pirâmide do poder. No período em que foi estruturado o esquema criminoso do Petrolão, foi Lula que deu provimento aos altos cargos da administração pública federal”, disse.

Para os procuradores, “Lula era o elo comum e necessário entre o esquema partidário e o esquema de governo” e vários integrantes do PT estiveram envolvidos na Lava Jato, assim como outras pessoas próximas a ele, como José Dirceu, João Santana, João Vaccari, Bumlai, Paulo Ferreira, André Vargas e José de Filippi Jr.

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