Deputado Alfredo Kaefer vai ter seus processos julgados em primeira instância

Vanessa Fernandes - CBN Curitiba


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu reduzir o alcance do foro privilegiado, no caso de deputados federais e senadores, para crimes cometidos no exercício do mandato e em função do cargo.

Mesmo com a finalização do julgamento, a situação processual dos deputados e senadores investigados na Operação Lava Jato pelo STF e de todos os demais parlamentares que são processados na Corte deve ficar indefinida e as dúvidas serão solucionadas somente com a análise de cada caso.

Mas a decisão pacificada nesta quinta-feira pelo Supremo afeta um deputado do ParanáAlfredo Kaefer (Pode), que responde a pelo menos oito inquéritos e uma ação penal no STF (892), por crimes falimentares, contra o sistema financeiro, a ordem tributária, o patrimônio e a administração em geral, e formação de quadrilha.

Kaefer que deve ter os processos remetidos à primeira instância após a mudança no foro privilegiado, conversou agora na manhã desta sexta-feira com a CBN Curitiba e se disse tranqüilo sobre a decisão do Supremo. O parlamentar afirmou que também defende a restrição de foro.

Em 2014, Kaefer era o deputado com o maior patrimônio declarado entre os 513 eleitos, com R$ 108,5 milhões. Kaefer é suspeito de dar calote em credores e fazer manobras contábeis no patrimônio familiar com o objetivo de salvar bens empenhados em execução judicial.

Além de Alfredo Kaefer outros sete parlamentares que representam o Paraná tem investigações em trâmite, são eles:, Hidekazu Takayama (PSC), Luiz Nishimori (PR), Nelson Meurer (PP), Valdir Rossoni (PSDB) e a senadora Gleisi Hoffmann (PT). Também Dilceu Sperafico (PP), hoje licenciado, e Zeca Dirceu (PT). Os processos envolvendo estes políticos permanecem ainda sob a alçada do STF já que se relacionam a crimes cometidos no exercício do mandato ou da função.

a ocorrencia ficou ao cargp da pf. A PM não  identifica, só interviu na situação da derrubada do som. A PM separou ele dos militantes e identidicou os envolvidos e encaminhou a PF

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