Deputado federal pela primeira vez, Ney Leprevost não vê problema em trocar mandato por secretaria

Roger Pereira e Andreza Rossini


Eleito para seu primeiro mandato de deputado federal, Ney Leprevost (PSD) mal tomará posse, em Brasília, e logo pedirá licença para assumir a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania do governo do Paraná. Na cerimônia de diplomação, nesta terça-feira, ele disse estar tranquilo quanto à decisão, afirmou não haver contradição e sugeriu que a escolha foi bem aceita por seu eleitorado.

“É uma licença que posso voltar a qualquer momento para a câmara federal. Eu assumi dois compromissos com os meus eleitores, o primeiro, o compromisso em relação às emendas parlamentares para os hospitais de Curitiba, compromisso que vai ser cumprido porque o deputado mesmo licenciado tem direito a apresentar suas emendas. O outro compromisso é em relação ao fim do foro privilegiado. Já conversei com o meu suplente (Evandro Roman – PSD) e ele já se comprometeu a votar pelo fim do foro privilegiado dos políticos. Se houver qualquer dificuldade, qualquer problema que vá contra os princípios que eu defenderia eu posso pedir tranquilamente para o governador me exonerar da secretaria e assumir a função de deputado federal para votar mesmo que temporariamente”, declarou.

Para ele, “não são incompatíveis as duas coisas, estou bem tranquilo quanto a isso e acho que a repercussão deste convite do governador Ratinho junto a meus eleitores foi excelente”.

Apesar de a secretaria estadual de Justiça não ter a mesma amplitude do Ministério da Justiça do governo federal, para o qual foi indicado o ex-juiz Sergio Moro, e que englobou a pasta da Segurança Pública, Leprevost disse que pretende replicar no Paraná os projetos anticorrupção propostos por Moro no governo federal. “A parte da Justiça, no governo estadual, tem mais a ver com cidadania e proteção dos direitos do cidadão, é o fica sob minha responsabilidade. Mas já levei informação ao Moro de que trabalharei em parceria aqui no Paraná e podemos apresentar projetos em âmbito estadual semelhantes aos que ele vai apresentar em Brasília”.

O futuro secretário confirmou o convite à advogada Rosângela Moro, esposa de Sérgio Moro, para integrar sua equipe, coordenando a área de atenção à pessoa com deficiência. “Existiu uma sondagem à doutora Rosangela Moro porque ela tem um histórico de trabalho pelas APAES. Fiz por orientação de Ratinho antes de ser convidado a ser secretário

ela ficou de pensar porque ela precisa administrar seu escritório de advocacia”, disse, informando ainda não ter recebido uma resposta.

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Repórter do Paraná Portal
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