Dilma defende plebiscito para novas eleições e reforma política

Jordana Martinez


Narley Resende

Em discurso no evento Circo da Democracia, nesta segunda-feira à noite, em Curitiba, a presidente afastada, Dilma Rousseff, do PT, defendeu o plebiscito para realização de eleições antecipadas e também por reforma política.

Em uma carta que deve ser entregue ao Senado nesta semana, chamada de “mensagem às senadoras, senadores e ao povo brasileiro”, Dilma deve propor as eleições antecipadas e a defesa do plebiscito. Em tom de campanha, no discurso de 30 minutos em Curitiba, a presidente afastada destacou a mudança no modelo político.

“Defendo e apoio o plebiscito. A primeira questão da eleição direta presidencial, mas também a questão da reforma política. O país hoje tem uma fragmentação partidária assustadora… é fundamental que essa repactuação não seja feita por cima”, afirmou.

Dilma atacou as propostas do presidente interino Michel Temer, do PMDB, de mexer na legislação trabalhista, no Sistema Único de Saúde, o SUS, e na Previdência.

Ela questionou a legitimidade de reformas promovidas por um governo sem um programa aprovado pelo voto popular.

A repressão a manifestantes contra Michel Temer durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro também foi criticada por Dilma. Segundo ela, faz parte da estratégia dos articuladores do impeachment para esconder os responsáveis.

Dilma disse que a mídia, Temer, o deputado Eduardo Cunha e o capital financeiro especulativo foram responsáveis pela saída dela do governo, e que talvez outros setores tenham sido apenas atraídos.

Cerca mil pessoas dentro da tenda e aproximadamente três mil ao todo participaram do Circo da Democracia, em números estimados pela reportagem. A Polícia Militar não divulgou números oficiais.

Formada principalmente por membros de movimentos sociais, profissionais liberais e servidores públicos, a plateia reagiu às colocações da presidente afastada aos gritos de “Fora Temer” e “Volta Dilma”.

Também participam da mesa o ex-presidente da OAB e conselheiro atual da entidade, Marcelo Lavenére, autor do processo de impeachment do ex-presidente Collor; a poeta e compositora paranaense Alice Ruiz; os senadores Roberto Requião, do PMDB, e Gleisi Hoffmann, do PT; presidentes nacional e estadual da CUT, Vagner Freitas e Regina Cruz, além de Roberto Baggio, da coordenação estadual do MST.

Dilma foi a última a discursar e saiu sem falar com a imprensa.

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Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.
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