Dilma Rousseff não é mais presidente. Direitos políticos são mantidos

Redação


Com 61 votos a favor e 20 contrários, o Senado decidiu, nesta quarta-feira (31), pelo impeachment de Dilma Rousseff, que governava o país desde 2010.

Dilma foi condenada pelas chamadas “pedaladas fiscais” e crime de responsabilidade fiscal. O pedido de impeachment teve duas acusações, relativas a atos de 2015: decretos de crédito suplementar assinados pela presidente sem autorização do Congresso e os atrasos no repasse de dinheiro para bancos públicos. Foram constatadas irregularidades na liberação dos créditos suplementares sem aval legislativo e nos atrasos de pagamentos de subsídios do Plano Safra aos bancos públicos.

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Histórico

Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947 em Belo Horizonte, Minas Gerais. Teve o primeiro contato com a política aos 16 anos, quando entrou para a organização Revolucionária Marxista Política Operária (Polop), lutando contra a ditadura (1964-1985) e a favor de um governo socialista, nos moldes da Revolução Cubana (1959). Perseguida, Dilma viveu na clandestinidade, utilizando codinomes para não ser encontrada pelas forças de repressão aos opositores do regime militar. Foi presa e torturada.

Em 1986, assumiu como Secretária da Fazenda da Prefeitura de Porto Alegre durante o mandato de Alceu Collares. Com a volta da Democracia, fez campanha primeiro pelo gaúcho Leonel Brizola e depois por Inácio Lula da Silva, seu futuro companheiro. Foi escolhida por Collares para chefiar a Secretaria de Energia, Minas e Comunicação do Rio Grande do Sul em 1993, cargo que ocuparia novamente no final dos anos 1990. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT). Foi chamada para liderar o Ministério de Minas e Energia em 2003.

Em 2005, depois o escândalo do Mensalão, Dilma foi escolhida para substituir José Dirceu no Ministério da Casa Civil, permanecendo no cargo até março de 2010, quando oficializou sua campanha pela Presidência da República.

Venceu as eleições naquele ano e se tornou a primeira mulher na Presidência do Brasil. Em 2014, foi reeleita com margem apertada de votos, batendo o senador Aécio Neves em segundo turno, após acirrada campanha eleitoral. A partir de 2015, uma crise no governo Dilma se agravou com a piora na economia brasileira. Dilma foi alvo de protestos nas ruas. O pedido de impeachment, baseado nas chamadas Pedaladas Fiscais, que configurariam crime de responsabilidade, foi feito no final de 2015. Em 2016, o PMDB deixou a base governista e Dilma perdeu a maioria no Congresso.

Em abril, com mais de 360 votos a favor, o processo de impeachment seguiu para o Senado, Em 12 de maio, com 55 votos a favor e 22 contra, Senado instaura processo de impeachment e Dilma é afastada do cargo por até 180 dias. Nesta quarta-feira (31), a presidente foi afastada definitivamente do cargo.

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