Dilma vai discutir campanha e não comparece a depoimento com Moro

Fernando Garcel

Texto atualizado às 16h50 com informação sobre a nova data do depoimento de Dilma Rousseff.

A ex-presidente Dilma Rousseff anunciou o lançamento de sua pré-candidatura ao Senado nesta sexta-feira (29) e não irá depor ao juiz federal Sérgio Moro. Hoje, estava marcado o seu depoimento como testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo em que ele é réu sob acusação de receber vantagens indevidas em obras de um sítio em Atibaia (SP). A defesa de Lula comunicou a Justiça Federal sobre a ausência da testemunha somente às 22h11 da noite anterior. O magistrado ainda não se pronunciou o caso.

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Na petição, assinada pelo advogado Cristiano Zanin, a defesa solicita uma nova data para que a ex-presidente seja ouvida no processo e declara que o compromisso de Dilma é inadiável. Antes, os advogados de Lula também desistiram de ouvir o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli e pediram a juntada do depoimento dele de outras ações penais. Com isso, apenas o ex-presidente do Banrisul, Túlio Luiz Zamin, será ouvido hoje.

O pedido para deixar de ouvir Gabrielli também aconteceu de última hora e o magistrado chama a atenção dos advogados no despacho que cancelou a oitiva. “Homologo o pedido de desistência, conquanto seja de todo inapropriado pleito da espécie às vésperas do ato“, apontou.

Moro se pronunciou sobre a ausência de Dilma no termo da audiência da oitiva desta sexta-feira e remarcou o depoimento para o dia 9 de agosto. Na mesma data, o ex-ministro da Cultura Gilberto Gil também será interrogado.

Depoimentos

Os depoimentos das testemunhas de defesa seguem até o dia 9 de agosto. Ainda devem depor o ex-ministro da Cultura do governo Lula, Gilberto Gil, e o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad. No dia 27 de agosto, começam os interrogatórios dos treze réus do processo. Serão cinco dias alternados de oitivas. O ex-presidente Lula será o último, no dia 11 de setembro, às 14h.

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Sítio de Atibaia

De acordo com a denúncia do MPF, o ex-presidente Lula seria responsável por comandar “uma sofisticada estrutura ilícita para captação de apoio parlamentar, assentada na distribuição de cargos públicos na Administração Pública Federal” e teria recebido cerca de R$ 870 mil em vantagens indevidas em forma de reformas, construção de anexos e outras benfeitorias no Sítio de Atibaia. A denúncia foi elaborada com base em depoimentos, documentos apreendidos, dados bancários e fiscais bem como outras informações colhidas ao longo da investigação, todas disponíveis nos anexos juntados aos autos.

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