Dilma vai testemunhar por escrito na Lava Jato

Roger Pereira


Arrolada como testemunha de defesa do empresário Marcelo Odebrecht na ação penal referente à 26ª fase da Operação Lava Jato, a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) optou por ser inquirida por escrito. De acordo com o Código de Processo Penal brasileiro, o presidente da República tem a prerrogativa de, intimado a depor como testemunha em processo judicial, optar por ser ouvido em audiência ou responder perguntas por escrito. Consultada pelo juiz federal Sérgio Moro, Dilma escolheu a segunda opção.

Diante da resposta da presidente, o juiz federal determinou, nesta sexta-feira, prazo de cinco dias para que a defesa de Marcelo Odebrecht apresente por escrito os questionamentos a serem dirigidos à presidente, estabelecendo igual prazo de cinco dias para que as demais defesa, o Ministério Público Federal e a Petrobras, que figura no processo como assistente de acusação, formulem novos questionamentos após o término do prazo da defesa de Odebrecht.

A 26ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Xepa, é um desdobramento da 23ª fase, a Acarajé, que tem como foco principal pagamentos recebidos no exterior pelo publicitário João Santana, marqueteiro das campanhas de Dilma Rousseff nas eleições de 2010 e 2014. Marcelo Odebrecht é réu no processo acusado de ter feito pagamentos de despesas eleitorais da campanha de Dilma diretamente a Santana e a outros fornecedores fora do país e sem prestação de contas à Justiça Eleitoral.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal