Diretores de empresa suspeita de fraudar manutenção de veículos oficiais do PR são soltos

Fernando Garcel


Os 15 diretores e funcionários da empresa JMK presos na operação Peça Chave, no dia 28 de maio, foram soltos ontem. Eles são suspeitos de fraudar o serviço de manutenção da frota de veículos de 52 órgãos do governo do Paraná.

A 8ª Vara Criminal de Curitiba negou o pedido de renovação da prisão temporária. A suspeita é que a JMK causou um prejuízo de R$ 125 milhões aos cofres públicos desde 2014, superfaturando
notas e simulando serviços. A empresa nega. O governo do Paraná anunciou uma nova licitação. Até a concorrência ser concluída, os pagamentos às oficinais serão feito diretamente pelos órgãos estaduais.

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A investigação aponta que os responsáveis pela JMK, teriam estabelecido uma sistemática que envolvia a falsificação e adulteração de orçamentos de oficinas mecânicas, de modo a elevar o valor do serviço prestado, provocando superfaturamentos que chegam à 2450%. Além disso, utilizariam peças do mercado alternativo, de qualidade e preço inferior, na manutenção de ambulâncias e viaturas policiais, cobrando do Estado como se fossem peças originais.

“Tivemos uma estimativa de que o Estado sofreu prejuízo estimado em dezenas de milhares de reais. Nós já temos um quadro geral do que perfaz a atuação criminosa dessa empresa. A JMK firmou um contrato com o Estado do Paraná é uma empresa que está registrada no nome de duas pessoas que são laranjas enquanto os verdadeiros proprietários são ocultos e estava gerindo a empresa para lesar os cofres da administração pública do Paraná”, destaca o delegado Alan Flore.

Os líderes do esquema teriam criado uma complexa estrutura, que envolve “laranjas”, dezenas de familiares e empresas de fachada, para ocultar e dissimular a origem criminosa do dinheiro.

“Foi necessária a criação de uma estrutura muito bem organizada pelos sócios ocultos para ocultar e dissimular os patrimônios. Os verdadeiros donos, que andam com carros de luxo, viajam para o exterior, vão a corridas de carros, todos eles, constam como meros funcionários da JMK. Foram feitos milhares de depósitos cruzados com destinatário final esses sócios ocultos”, explica o delegado Guilherme Dias.

Segundo as investigações, a organização criminosa teria praticado os crimes de fraude à licitação, falsidade ideológica, falsificação de documento particular, inserção de dados falsos no sistema, fraude na execução do contrato e lavagem de dinheiro.

Em nota, a JMK afirma que os contratos são transparentes e a economia do contrato quando comparado com a gestão de veículos anterior gira em torno de R$ 60 milhões.

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