Dodge quer que operador financeiro ligado a Beto Richa volte para a prisão

Juliana Goss - BandNews FM Curitiba

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A Justiça quer que o homem apontado como operador financeiro do ex-governador do Paraná, Beto Richa, volte para a cadeia. A Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou ao Supremo Tribunal Federal que a prisão preventiva de Jorge Atherino seja reestabelecida. Ele foi um dos alvos da Operação Piloto – desdobramento da Lava Jato – acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Para o Ministério Público Federal, Atherino era quem articulava os repasses de propina no esquema envolvendo a Odebrecht e as licitações de obras na rodovia PR-323. O investigado foi preso em setembro e teve vários pedidos de soltura negados. Ele só conseguiu deixar a prisão no mês passado por uma decisão liminar de habeas corpus concedido pelo presidente do STF, Dias Toffoli, em plantão judiciário.

Raquel Dodge apelou contra o posicionamento monocrático e agora o caso segue para o relator do caso, ministro Luiz Fux. Dodge questiona a decisão argumentando que o STF não deveria analisar habeas corpus já negado liminarmente por relator do caso em instância superior, o que aconteceu quando a ministra Laurita Vaz fez isso. Para a procuradora-geral da República, Jorge Atherino deve ser preso já que existe o risco dele continuar a cometer crimes e fortes indícios dele ter omitido valores recebidos em propina em contas bancárias no exterior.

De acordo com as investigações, Atherino seria o operador financeiro do esquema de corrupção envolvendo obras na PR-323. Pelo menos R$ 3,5 milhões teriam sido movimentados em propinas pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, em favor de agentes públicos e privados do Paraná. Em contrapartida a empreiteira teria sido beneficiada na licitação para as obras da rodovia estadual que fica no interior do Estado em 2014.

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