Dia de protestos contra Temer. Sede do PMDB é apedrejada em Curitiba

Redação


Mais de 2,5 mil manifestantes – segundo organizadores – protestaram, em Curitiba (PR), contra o presidente Michel Temer e pediram eleições diretas. A manifestação porém, que começou de forma pacífica na Praça 19 de Dezembro, terminou com pedradas e atos de vandalismo quando jovens que acompanhavam a manifestação com rostos cobertos atiraram pedras na sede do Diretório Estadual do PMDB, na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), uma agência do Itaú e no Bar +55, todos localizados na Rua Vicente Machado. Dois carros que estavam estacionados próximos ao Diretório também foram atingidos. Após caminharem pelas ruas Inácio Lustosa, Trajano Reis, Carlos de Carvalho e Vicente Machado os manifestantes se dispersaram na área da Boca Maldita. A Polícia não havia se manifestado até as 21h30.

Na noite de sexta-feira (2), mais de três mil manifestantes tomaram as ruas de Curitiba e quebraram vidros da Federação da Indústria do Estado do Paraná (Fiep), acusada de colaborar para a substituição da ex-presidente Dilma Rousseff por Michel Temer,  e também picharam e quebraram vidros do jornal Gazeta do Povo.

Na opinião de Igor Borck, ligado aos movimentos estudantis, as manifestações devem acontecer de forma pacífica, mas são necessárias para que a população tome conhecimento do que tem ocorrido. “Não podemos aceitar o golpe que foi dado, Michel Temer não é o presidente legítimo, temos que manter essa mobilização, contrária ao golpismo e também brigarmos por novas eleições para presidente”, disse.

São Paulo – Em protesto organizado pelos movimentos Frente Povo Sem Medo e Frente Brasil Popular, mais de 50 mil pessoas tomaram a Avenida Paulista . “Hoje é mais uma mobilização popular pelo Fora Temer exigindo Diretas Já, eleições para presidente do país, e defendendo nossos direitos”, disse, à Agência Brasil, Guilherme Boulos, um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Frente Povo Sem Medo. “Queremos reafirmar também nosso direito à manifestação. É escandaloso o que foi feito pela Polícia Militar e pela Secretaria de Segurança, não só aqui (em São Paulo), nas manifestações dessa última semana”, afirmou à agência.

Rio de Janeiro –  Na capital fluminense cerca de cinco mil manifestantes protestaram pelas ruas de Copacabana contra o governo Temer. Aos gritos de “Fora Temer”, os manifestantes pediam a saída do presidente (ex-vice de Dilma Rousseff) e exigiam eleições diretas.

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