Doria reage e diz que confisco das vacinas contra covid-19 é insanidade

Redação

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O governador João Doria (PSDB), de São Paulo, reagiu à declaração do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), e afirmou que qualquer proposta do governo federal para confiscar as vacinas contra covid-19 é uma insanidade. Mais cedo, Caiado disse ter sido informado que o Ministério da Saúde vai requisitar ‘toda e qualquer’ vacina produzida ou registrada no País para centralizar o processo de distribuição dos imunizantes para todos os Estados.

“Os brasileiros esperam pelas doses da vacina, mas a União demonstra dose de insanidade ao propor uma MP [Medida Provisória] que prevê o confisco de vacinas. Esta proposta é um ataque ao federalismo. Vamos cuidar de salvar vidas e não interesses políticos”, afirmou Doria.

Caiado, aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), acusa Doria de querer escolher “quem vai viver e morrer” por conta do coronavírus. O governador goiano afirma ter ouvido do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que o governo federal iria requisitar todos os imunizantes contra o coronavírus.

Vale lembrar que o governador paulista já divulgou que a vacinação começará em SP no dia 25 de janeiro. O Instituto Butantan começou ontem (10) a produção, com capacidade para um milhão de doses diárias, da CoronaVac, vacina contra covid-19 criada pelo laboratório chinês Sinovac.

Contudo, a vacina do Butantan ainda não foi aprovada na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que já aprovou o uso emergencial de qualquer vacina. A expectativa é que os resultados da terceira fase sejam enviados até o dia 15 de dezembro. Até o momento, a Anvisa não recebeu nenhum pedido de registro para qualquer imunizante.

VACINAS CONTRA A COVID-19: CORONAVAC É TRUNFO DO GOVERNO DE SP

Doria segurando uma dose da CoronaVac. (Foto: Aloisio Mauricio /Fotoarena/Folhapress)

Quatro vacinas contra a covid-19 são estudadas no Brasil. A Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, a vacina da Pfizer, feita pela farmacêutica americana com o e o laboratório alemão BioNTech, a de Oxford, criada pela universidade da Inglaterra com a farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, e a da Johnson, do laboratório Janssen que é englobado pelo grupo Johnson & Johnson.

Até o momento, quem está em um passo mais avançado é a Coronavac, que já é negociada pelo governo de São Paulo com outros estados e municípios. A prefeitura de Curitiba já divulgou que firmou parceria para obter a vacina, assim como Belo Horizonte. O UOL confirmou que Acre, Ceará, Espírito Santo, Maranhão e Paraíba já se manifestaram formalmente para receber a vacina.

Para isso acontecer, Doria pretende ter a aprovação da Anvisa até o dia 15 de janeiro, contando que o Instituto Butantan envie os resultados da terceira fase de testes da vacina à agência reguladora no dia 15 de dezembro. Essa será a última etapa antes da eventual aprovação do imunizante.

Já a vacina da Pfizer passou a ser aplicada no Reino Unido, o primeiro Estado ocidental a autorizar o uso de uma vacina contra a covid-19. A primeira pessoa vacinada foi uma mulher de 90 anos. Contudo, os resultados preliminares da terceira fase de testes foram apresentadas ontem.

A vacina de Oxford apresentou 70% de eficácia, conforme a apresentação dos dados preliminares na etapa 3 e é uma das que estão perto de fazer um pedido de autorização para o uso emergencial da vacina no país.

Por fim, a vacina da Johnson chegou a ter os testes suspensos no Brasil em outubro e prevê que os resultados da eficácia sejam divulgados no fim de janeiro.

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