Política
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Doria recebe mensagem de Greca após desistência: "Dever cumprido"

Outro que se manifestou nas redes sociais foi o ex-ministro Sergio Moro, que também foi pré-candidato ao Palácio do Planalto.

Johan Gaissler - 23 de maio de 2022, 16:40

(Foto: Pedro Ribas/SMCS)
(Foto: Pedro Ribas/SMCS)

O ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB), recebeu uma mensagem do prefeito de Curitiba, Rafael Greca (União Brasil), após anunciar a desistência da pré-candidatura à presidência da República nesta segunda-feira (23). Em um comentário nas redes sociais, Greca disse a Doria que o "dever [foi] cumprido".

No Facebook, o prefeito disse: "Forte abraço da Margarita [Sansone, primeira-dama de Curitiba] e meu. Tenha a certeza do dever cumprido dentro da arte do possível. Deus abençoe a si e à Bia [Doria, esposa de João Doria].

Outro que se manifestou nas redes sociais foi o ex-ministro Sergio Moro, também do União Brasil. Moro, que também foi pré-candidato ao Palácio do Planalto até deixar o Podemos, afirmou que "Doria tem méritos na vida pública".

Através do Twitter, o ex-juiz disse: "Lembro em particular do nosso trabalho conjunto, Ministério da Justiça e Governo de São Paulo, para isolar as lideranças do PCC em presídios federais. Doria tem méritos na vida pública".

DORIA DESISTE DE PRÉ-CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

O ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB) anunciou nesta segunda-feira (23) a retirada da pré-candidatura à presidência da República. Conforme disse em pronunciamento, o nome dele não era o escolhido pela cúpula do PSDB, mesmo que tenha vencido as prévias no ano passado.

"Entendo que não sou o nome da escolha da cúpula do PSDB. Sou um homem que respeita o bom senso, o diálogo e o equilíbrio. Me retiro da disputa com o coração ferido, mas com a alma leve. Seguirei como observador sereno do meu país, na vida pública ou na vida privada", afirmou o tucano em discurso.

Nos últimos meses, Doria não era a primeira opção de um bloco de partidos que quer emplacar uma chamada "terceira via" ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As siglas que atualmente estão nesse bloco são o PSDB, o MDB e o Cidadania.

Entre os nomes possíveis para liderar essa federação partidária para as eleições de outubro deste ano, estão o da senadora Simone Tebet (MDB-MS) e o de Eduardo Leite (PSDB), ex-governador do Rio Grande do Sul

Simone, nas redes sociais, afirmou que "Doria nunca foi adversário. Sempre foi aliado", e destacou a produção de vacinas contra a Covid-19 durante a gestão dele em São Paulo. Ela disse, ainda, que está aberta a receber sugestões para a elaboração de um programa de governo.

Já Leite, derrotado por Doria nas prévias do PSDB, disse que o "gesto é importante, merece respeito, e que é pela unificação da terceira via, sob liderança de outro partido", indicando que o nome escolhido seria o de Simone Tebet, e não o do tucano gaúcho.