Dr. Rosinha diz que pretende criar rede de acolhimento interestadual a mulheres vítimas de violência

Andreza Rossini

Em sabatina realizada na manhã desta quarta-feira (16), no Centro Universitário UniCuritiba, em Curitiba, o ex-deputado e pré-candidato ao governo do Paraná Dr. Rosinha (PT) afirmou que pretende criar uma rede com outros estados do Brasil para acolher mulheres vítimas de violência doméstica.

“A violência contra a mulher é algo muito preocupante. Entendo que a questão da violência contra a mulher não é só da mulher. É do homem também”, afirmou. “No final das contas, é a mulher que vai presa”, disse sobre o encaminhamento de mulheres para abrigos após casos de violência doméstica.

O pré-candidato afirmou que, caso eleito, vai propor um convênio com outros governadores.  “O objetivo é atender as mulheres que precisam sair das suas cidades e estados e ser encaminhadas a outro lugar, onde elas terão abrigo e renda por pelo menos um ano. Não dá para aceitar viver em uma sociedade onde uma mulher é morta a cada duas horas pelo simples fato de ser mulher”.

SUS

O pré-candidato afirmou que o Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil é o melhor do mundo. “O problema é que ele nunca foi colocado em prática. O Governo Federal não faz todo seu investimento, o estado nunca cumpriu a constituição para aplicar tudo que é previsto. A prioridade do sistema público de saúde é dar capacidade as prefeituras para construir hospitais nas regionais. É vergonhoso sair um paciente de Rolândia e ser encaminhado a Curitiba para um atendimento”.


Presídios 

O ex-deputado afirmou que os direitos dos presos devem ser garantidos nas cadeias. “Quem está preso e condenado e está lá porque precisou ser afastado da sociedade, já que se estiver livre comete crimes. Mas o detido perde seus outros direitos, os garantidos a qualquer ser humano, de trabalhar por exemplo”, afirmou.  “Acredito que ninguém nasce bandido, a mudança desse processo não se dá em dois ou três anos. Precisamos mudar isso na escola, com educação”.

Dr. Rosinha negou que o Estado tenha controle das cadeias. “Hoje todo presídio é dominado por algum grupo organizado, seja PCC, comando vermelho; todos eles. Eu tenho que atuar dentro e fora da cadeia porque os recados dos chefes saem. Aqui em Curitiba existem áreas [bairros] que vocês não entram a não ser que seja para comprar um pó. É esse pessoal que comanda fora e dentro das cadeias. Tem bairros em que não há estupros contra mulheres porque o traficante pune o estuprador, em que os idosos recebem atendimento médico porque o traficante ajuda. Precisamos colocar o Estado nesses locais, não só o repressor, mas o estado que garante segurança e os outros atendimentos, só assim aquele comandante criminoso vai perder a voz”, argumentou.

Transporte público

Para o pré-candidato, o ideal para o Paraná seria transporte público gratuito a população. “É um sonho, mas não é impossível, com a participação da União, Estados e Municípios”. Sobre a reintegração entre Curitiba e RMC, afirmou que o sistema precisa de uma reforma tributária. “Fazendo com que aquele que tem mais renda pague mais imposto e subsidie”.

Educação 

Nas escolas, Dr. Rosinha defende maior qualificação aos profissionais. “O primeiro compromisso é não bater em professor de jeito nenhum e levar investigação a Operação Quadro Negro até o fim, onde teve um grande desvio de dinheiro”, disse se referindo ao 29 de abril e a operação da Polícia Federal.

“Temos que fazer concurso público para professores, contratar pessoas que saibam o que estão fazendo, com mestrado e doutorado. Tenho que limitar o número de alunos dentro de sala de aula, não adianta ter 30 ou 40 alunos. Temos que trabalhar no linguajar dos jovens para ser efetivo”, argumentou.

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