Política
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É preciso coragem para romper com a política de preços dos combustíveis

Deputado Romanelli cobra uma efetiva mudança na política de preço dos combustíveis e defende apoio aos caminhoneiros.

Redação - 23 de julho de 2022, 10:31

Foto/Divulgaçao
Foto/Divulgaçao

 

Para reduzir efetivamente o preço dos combustíveis é preciso rever a política de paridade internacional adotada pela Petrobras. Não entendo porque não rompem com isso. É uma decisão simples, mas que exige coragem”, disse nesta sexta-feira, 22, o deputado Luiz Claudio Romanelli.

Para o deputado, a uma decisão nesta linha certamente confronta interesses financeiros, mas precisa ser adotada para preservar a economia nacional. Ele sustenta que o Brasil produz gasolina e diesel a partir de reservas próprias, e que a parcela importada é muito pequena para sustentar a manutenção da atual política.

“As grandes petrolíferas no mundo operam com margens de lucro de 6% a 7%. A Petrobras teve 38% de lucro líquido. Desculpa, mas temos que saber por quê”, questionou. “Hoje, o acionista da Petrobras ganha muito dinheiro em detrimento de toda a economia nacional”, pontuou o deputado.

Romanelli observou que pela primeira vez na história o diesel tem um valor de venda maior que a gasolina. “Não lembro de termos, em algum momento da história, um preço da gasolina menor do que o litro do diesel”, pontuou ele, salientando que isso se reflete sobre todos os demais produtos. “É mais uma fonte para alimentar a inflação”, considera o parlamentar.

Segundo Romanelli, o preço do diesel não foi reduzido no Paraná porque o Estado pratica uma das menores alíquotas de ICMS do Brasil sobre o produto. “O ICMS sobre o diesel no Paraná é um dos mais baixos do Brasil, com uma alíquota de 12%. Mas a cobrança efetiva é de 9,75%”, explicou.

Romanelli defende apoio efetivo aos caminhoneiros

Ao falar sobre pedágio, preço do diesel e a situação das estradas, o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) defendeu uma política efetiva de apoio aos caminhoneiros. “O profissional que dirige um caminhão hoje está sendo massacrado, humilhado. É uma categoria sofrida, que merece atenção do poder público pela importância que tem para toda a economia”, destacou.

Romanelli tem acompanhado as dificuldades dos caminhoneiros e diz que elas vão além do preço do diesel, que atualmente é a maior preocupação. “Ninguém aguenta mais o preço do diesel e o vale caminhoneiro não resolve o problema. Além disso, tem a questão dos pedágios, das estradas ruins, da falta de áreas de descanso e ainda a insegurança em rodar por algumas estradas”, exemplificou.

Sobre o vale de R$ 1 mil, Romanelli afirma que é um gesto simpático do presidente Jair Bolsonaro para uma categoria que o apoiou em 2018, mas a medida não resolve o problema de quem está na estrada. “É bom para o discurso, é uma ajuda bem vinda, mas no custo geral do transporte não faz nem cócegas”, afirma.

Romanelli alerta para o desequilíbrio no setor de transportes em razão da alta dos custos de operação. “Há um desequilíbrio grande neste segmento. Tanto que o frete está alto para quem paga e baixo para quem recebe”, avalia. “O vale não tem nenhum reflexo no frete ou no preço da comida que é transportada. No mundo real, a situação dos caminheiros é muito grave”.

Homenagem aos 75 anos do Hospital da Cruz Vermelha

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) vai apresentar nesta segunda-feira, 25, requerimento propondo a menção honrosa ao Hospital da Cruz Vermelha que completa 75 anos de fundação. "O hospital foi o primeiro a ter pronto socorro em Curitiba e ainda hoje é um dos principais hospitais do Paraná. Presta serviços ao SUS com atenção especial à cardiologia, cirurgia geral, otorrinolaringologia e tem sido referência no atendimento ao idoso", justifica o deputado.

O hospital integra também a rede de atenção às urgências e emergência com 14 leitos de UTI. Desde o início da pandemia está na linha de frente do combate à covid e entre 2020 e 2021, prestou 70 mil consultas com 20 mil internações. "Continua atendendo as demandas do SUS, aos ambulatórios especializados e retaguarda às Upas, através da regulação da central de leitos".

Desde a sua fundação, o Hospital da Cruz Vermelha colabora na formação de profissionais de saúde (medicina, enfermagem, nutrição clínica, psicologia, farmácia, fisioterapia, técnico em radiologia e biomedicina), e na pós graduação (12 serviços de residência/especialização médica que forma 40 médicos com ênfase nas especialidades generalistas). Em 2001, obteve a certificação de hospital-ensino. "É fundamental citar que os hospital de ensino no Brasil são responsáveis por 70% da atenção em média e alta complexidade".

Pelo SUS, o hospital faz 15 mil atendimentos por mês em serviços de consultas, exames e procedimentos ambulatoriais. Nos serviços hospitalares atendem em 174 leitos clínico/cirúrgico (24 de UTI e 14 exclusivos ao SUS), sete salas cirúrgicas (900 procedimentos/mês de média e alta complexidade), uma sala de hemodinâmica para urgência e emergência, e cateterismo cardíaco e angioplastia coronariana.

Pela rede de atenção às urgências e emergências, o hospital atende 50% dos casos de dor torácica registrados em Curitiba e cidades da região metropolitana. "O hospital é reconhecido como Hospital Geral de alta resolutividade com foco principal na necessidade de saúde das pessoas, através da prática clínica baseada em valores, construindo um ambiente de ensino", completa a justificativa.