VÍDEO: Eduardo Bolsonaro reforça fala sobre AI-5 com base em livro de Ustra

Vinicius Cordeiro

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Eduardo Bolsonaro postou um vídeo em suas redes sociais e reforçou sua fala sobre o ‘novo AI-5’ (Ato Institucional nº 5). Na manhã desta quinta-feira (31), deputado disse que: “Se a esquerda radicalizar esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5”. A declaração foi feita em entrevista à jornalista Leda Nagle, no Youtube.

No vídeo, ele usou o livro ”Verdade Sufocada’, do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, primeiro militar a ser condenado pelo crime de tortura, como base na sua explicação sobre o período, reconhecido como o mais duro da ditadura militar.

Além disso, Eduardo atacou a esquerda de ter começado a luta armada na década de 60 e disse que foram ‘eles’ que ‘não aceitam o resultado democrático da eleição’ que elegeu seu pai, Jair, como presidente da República.

Além de citar os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff como participantes na luta armada criada pela esquerda, ainda declarou que José Serra, ex-governador de São Paulo, fez parte do grupo ‘Ação Popular’, do movimento esquerdista criado em 1962 e que atuou no combate à ditadura.

ASSISTA O VÍDEO DE EDUARDO BOLSONARO:

A VISÃO DE EDUARDO BOLSONARO

Eduardo explicou o AI-5 (Ato Institucional nº 5), com base no livro ”Verdade Sufocada’, do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, baseando-se nisso para justificar que a esquerda começou uma série de ataques terroristas no país.

“Quem leu o livro ‘Verdade Sufocada’, do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, vai ver nome, sobrenome e datas de todos esses atendados terroristas. Ali tem Lula, Dilma, Francklin Martins, um monte de gente que estava, até ontem, no governo petista. E isso tudo não mostram porque não convém pintar a esquerda como agressiva. Como eles não aceitam o resultado democrático da eleição, sempre estão buscando a retomada do poder”, disse.

“Vale lembrar o que ocorreu no início dos anos 60 e início dos anos 70. A esquerda que começou com a luta armada, com uma bomba no Aeroporto de Guararapes em 1966, feito pelo grupo ‘Ação Popular’, que teria como membro, mais tarde, o senhor José Serra. Além disso, o sequestro do embaixador americano, o sequestro de outros consules, o sequestro de aeronave, execução, como do major alemão, e de policiais”, completou.

O AI-5

É reconhecido como o período mais duro da ditadura militar. Foi nessa fase, por exemplo, o Congresso foi fechado e torturas, por parte do governo, tornaram-se comuns.

Inclusive, Ustra foi o primeiro militar brasileiro a ser condenado pelo crime de tortura. 

Ele comandou o DOI-Codi-SP (Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna do 2º Exército em São Paulo), entre 1970 e 1974. Entretanto, no depoimento à Comissão Nacional da Verdade, em 2013, negou qualquer morte dentro das instalações que chefiava.

Nascido em Santa Marta, no Rio Grande do Sul, Ustra morreu em outubro de 2015, por falência múltipla dos órgãos.

JAIR BOLSONARO: ‘COBRE DELE’

Questionado sobre a fala do seu filho e da possibilidade de um novo AI-5, Jair negou a mesma mentalidade do seu filho.

“Cobre dele. Quem quer que seja que fale de AI-5 esta sonhando. Está sonhando. Não quero nem ter notícia”, declarou.

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(Pedro Ladeira/Folhapress)

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