Eduardo Cunha recebe autorização de transferência para presídio no Rio de Janeiro

Fernando Garcel


O ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha deve ser transferido para um presídio no Rio de Janeiro nas próximas semanas. A Justiça do Rio manteve o entendimento da juíza Luciani Maronezi, da 2ª Vara de Execuções Penais de Curitiba, sobre o pedido de Cunha para cumprir a pena na capital fluminense. Agora, as autoridades de administração penitenciária do Paraná e Rio de Janeiro precisam decidir sobre o deslocamento do preso. As informações são do jornal O Globo.

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O pedido de transferência foi protocolado pela defesa de Eduardo Cunha tendo em vista que familiares têm residência no Rio de Janeiro. Pela Lei de Execuções Penais, os condenados devem cumprir pena em unidades mais próximas da família. Em abril, a juíza Luciani Maronezi, da 2ª Vara de Execuções Penais de Curitiba, solicitou informações sobre a viabilidade  da transferência aos órgãos responsáveis, o que foi acatado pelo juiz titular da Vara de Execuções Penais no Rio, Rafael Estrela.

Atualmente, Cunha está preso no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, junto de outros condenados pela Operação Lava Jato.

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Condenações

ARQUIVO – Curitiba, Parana, Brasil, 20 de outubro de 2016. Legenda: O ex-deputado Eduardo Cunha chega ao IML em Curitiba para fazer exame de corpo de delito. (Foto: Guilherme Pupo/Folhapress)

Em março de 2017, o juiz federal Sérgio Moro condenou Cunha a 15 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. O ex-deputado recorreu da sentença ao TRF4. A corte, em novembro do ano passado, julgou a apelação criminal e manteve a condenação, apenas diminuindo a pena para 14 anos e seis meses.

Em junho de 2018, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara em Brasilia, condenou Eduardo Cunnha a 24 anos e dez meses de prisão por crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional no esquema de corrupção envolvendo desvios na Caixa Econômica Federal. Neste caso, a sentença ainda não foi analisada pela segunda instância.

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