Eleitor erra ordem de votação e grava vídeo denunciando suposta fraude

Fernando Garcel

Começa a circular nas redes sociais um vídeo com um eleitor denunciando uma suposta fraude em uma urna eletrônica, em Belém. No vídeo, ele tenta votar em Jair Bolsonaro (PSL), mas a eleição no Pará também conta com segundo turno para governador, disputado por Helder Barbalho (MDB) e Márcio Miranda (DEM). Como não existe candidato do PSL, a urna mostra a mensagem de voto nulo.

Revoltado com a situação, o eleitor gravou, pelo menos, dois vídeos e chama o ministro da Segurança Pública Raul Jungmann de bandido. “Eu sou eleitor do Bolsonaro, votei no 17, está aparecendo nulo aqui. Pode me prender. Quem foi que viu? […] Ministro Raul Jungmann agora ameaça a gente, seu bandido!”

O uso de filmadoras, câmeras e celulares é proibida durante a votação e o eleitor pode até ser preso por quebrar o sigilo do voto. “Quem registrar o voto com máquinas fotográficas, filmadoras, e telefones celulares poderá ser multado em até R$ 15 mil e até mesmo ser preso. A lei visa preservar o sigilo do voto, e caso esse sigilo seja quebrado, o eleitor pode ser detido por até 2 anos”, adverte o Tribunal Superior Eleitoral.

 


 

Segundo apurou o G1 PA, uma mesária tentou alerta-lo e impedi-lo de fazer imagens da urna eletrônica mas foi empurrada e a Polícia Militar acionada. O eleitor teria se apresentado como PM da reserva e não foi preso. Agora, a juíza da 97ª Zona Eleitoral, Ana Patrícia Mendes, determinou a busca do eleitor para que ele seja autuado em flagrante. Caso ele não seja preso em 24 horas, prazo do flagrante, um inquérito deve ser aberto com base nas informações registradas em ata.

Raul Jungmann

Depois do primeiro turno, Jungmann e a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, assinaram um termo de orientação conjunta com diretrizes a serem seguidas por mesários e presidentes das seções eleitorais diante de denúncias sobre fraude nas urnas que determina que todas as ocorrências sejam registradas no sistema da Justiça Eleitoral em tempo real por meio do aplicativo Pardal. O objetivo é desencorajar falsas denúncias.

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