“Eles não queriam privatizar porque precisavam de um lugar para roubar”, dispara Serraglio

Redação


Em visita à Assembleia Legislativa do Paraná, nesta terça-feira (19), durante o recesso parlamentar da Câmara Federal, o deputado paranaense Osmar Serraglio, do PMDB, fez um balanço do momento político e arriscou projeções para um segundo semestre um pouco menos turbulento.

“É impossível reproduzir a turbulência em que nós estávamos. Por mais que se queira, nunca vai se acumular tanta dificuldade; dificuldade com o presidente da Câmara, dificuldade com o sucessor do presidente da Câmara, com a presidente da República. Não quer dizer que será tão calmo. Não tem como colocar um país no rumo sem enfrentar certas coisas que não são tão populares a reforma previdenciária, a reforma tributária”, afirmou.

Para Osmar Serraglio, essa turbulência deve refletir nas eleições municipais: “O povo, se não quer quadrilheiro comandando, vai ter que fazer um filtro. Está nas mãos do povo essa decisão”. E disparou: “esse pessoal que insistia tanto em privatizar, come eles se apropriaram de tudo o que é público, a convicção que eu tenho é triste; é que eles não queriam privatizar porque precisavam de um lugar para roubar. Se estivesse privatizado eles não teriam roubado tanto”.

Osmar Serraglio, que é presidente da Comissão de Constituição de Justiça da Câmara Federal, também falou dos principais temas que devem movimentar a pauta na volta do recesso, em agosto. Entre eles a votação da cassação de Eduardo Cunha, na Câmara, e o impeachment de Dilma Roussef, no Senado.

“Eu não vejo a menor possibilidade de que o impeachment não aconteça. Há um clima que parece simplesmente impossível que os senadores sejam tão irresponsáveis que, dentro desse quadro brasileiro, ainda arrisquem colocar de volta alguém que levou esse navio à deriva”, afirmou.

Sobre o processo de cassação de Cunha, que segue para a votação plenária em agosto, o presidente da CCJ voltou a rebater as críticas sobre o espaço dado a Cunha na comissão: “Eu tive que me pautar estritamente no regimento… o acusado tem o mesmo tempo… ninguém estava manipulando nada. Eu não podia rasgar o regimento” justificou. “Finalmente nós começamos a emparedar quem está no poder. Eu já terminei (a tramitação na CCJ), o processo está agora nas mãos do presidente para que ele possa dar prosseguimento nesse episódio todo da cassação de Cunha”, concluiu.

Veja a entrevista completa concedida à TV Assembleia:

 

 

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