Política
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Em campanha no Paraná, Rodrigo Maia diz que restrição do STF a sua candidatura é questão política

Em visita a Curitiba durante campanha para sua candidatura à reeleição à Câmara dos Deputados, deputado federal Rodrigo ..

Roger Pereira - 16 de janeiro de 2017, 19:48

Em visita a Curitiba durante campanha para sua candidatura à reeleição à Câmara dos Deputados, deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse não haver nenhum questionamento jurídico à sua candidatura para a presidência da Câmara embora a reeleição seja vedada. Maia disse que seu mandato é suplementar (devido à cassação de Eduardo Cunha) e que sua volta ao comando da Casa não se configura uma reeleição.

“Não há vedação para que em um mandato suplementar, não impeça e reeleição. A regra é muito clara. Do ponto de vista jurídico, eu não vejo problema. A questão é política. Por isso que estou aqui construindo a candidatura”, disse, criticando a interferência do Supremo Tribunal Federal, que promete questionar sua candidatura assim que registrada.

“A Câmara é muito crítica, na sua história, quando o Supremo legisla. Outro aspecto definitivo é que a constituição é muito clara. A eleição da Câmara precisa ocorrer antes da sessão inaugural do congresso. E ocorrerá, na segunda-feira, por volta das 17h ou 18h”, disse, justificando os prazos estabelecidos para registro de chapa, na segunda-feira pela manhã e a eleição ocorrendo no mesmo dia, o que chegou a ser interpretado como uma manobra para não haver tempo de manifestação da Justiça.

Dos 30 deputados federais paranaenses, 14 acompanharam a visita de Maia a Curitiba, que contou com uma reunião com o governador Beto Richa (PSDB). O deputado Luiz Carlos Hauly enfatizou que a eleição da Câmara depende muito mais da indicação dos partidos que da vontade própria dos deputados ou de uma posição regionalizada, mas afirmou que os parlamentares do Estado aproveitaram para cobrar de Maia o compromisso com questões paranistas.

“A primeira questão é a isonomia: se for dado alguma coisa a mais para o Rio de Janeiro, tem que dar também para o Paraná e para seus municípios. Ainda discutimos a questão da redivisão do mar territorial. Pedimos para que ele não se oponha a abrir a discussão oficialmente. Além das reformas trabalhista, previdenciária, política e tributária, pedimos para a próxima gestão da Câmara ver a questão dos estados e municípios com relação a seus problemas”, comentou.

O governador Beto Richa disse que recebeu Maia como sempre recebe os candidatos à presidência da Câmara e que enfatizou ao deputado a importância da Câmara, que está em evidência, para a recuperação da imagem da classe política, aprovando uma agenda positiva para o país. Sobre a posição da bancada paranaense ou mesmo do PSDB na eleição da Casa, Richa disse que não interferirá numa discussão da Câmara. “Não estou no parlamento, não participo das articulações da bancada federal”, afirmou.