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Em carta, Lula comemora pesquisa eleitoral e afirma que “a luta continua”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde o último dia 7 de abril, enviou uma carta aos correli..

Redação - 23 de abril de 2018, 19:15

Foto: Marcelo Goncalves / Sigmapress / Folhapress
Foto: Marcelo Goncalves / Sigmapress / Folhapress

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde o último dia 7 de abril, enviou uma carta aos correligionários, que foi lida pela presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, durante reunião do diretório nacional do Partido dos Trabalhadores, realizada nesta segunda-feira (23). O trecho da mensagem foi publicado pelo ex-ministro Alexandre Padilha, na conta dele no Twitter. Lula disse que não mudará a postura para tentar agradar o Supremo Tribunal Federal, que precisa seguir o que prevê a Constituição.

"Tem insinuações de que se eu não for candidato, se não tiver holofote, se não falar contra a condenação, será mais fácil a votação ao meu favor. Querida Gleisi, a Suprema Corte não tem que me absolver porque sou candidato, ela tem que votar porque sou inocente e para recuperar o papel constitucional que ela quer, ser garantia da Constituição", leu a senadora.

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O petista também deixou o partido à vontade para tomar qualquer decisão sobre a candidatura à Presidência da República. Além disso, relatou que ficou feliz com o resultado da última pesquisa Datafolha, divulgada na semana passada. O levantamento aponta que Lula lidera a corrida eleitoral nos três cenários em que o nome dele foi citado, com 30% e 31% das intenções de voto. Na segunda posição aparece o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) com uma faixa entre 15% e 16%.

"As eleições de 2018 é muito importante para o PT, para esquerda e para a democracia. Para mim, eu quero a minha liberdade. Fiquei feliz com a pesquisa e preciso discutir com os nossos para pensar como fortalecer a ideia da prova. A luta continua", diz a carta.

Na reunião desta segunda-feira, o diretório nacional aprovou o indicativo de apoio a Lula e agendou para o fim de julho a convenção para formalizar a candidatura dele à Presidência.