Em nove capitais, TV e internet têm maior influência na opinião pública

Narley Resende


Com tempo mais curto e mudanças no formato, com gastos mais enxutos, a propaganda eleitoral no rádio e TV começa na sexta-feira (26). Para convencer o eleitorado, os candidatos terão que investir nos programas, mas também na internet.

A TV e a internet aparecem quase empatados, de acordo com o Estudo Geral de Meios (EGM), da Ipsos, sobre influência dos meios na opinião pública. Entre os 31 mil entrevistados, na pesquisa realizada entre abril de 2015 e março deste ano, 77% reconheceram o poder da TV e 76%, o da internet.

O cientista político Emerson Cervi, professor da UFPR, observa que os dados variam quando se analisa outras regiões e se considera o acesso à internet. “É o que as pessoas acham que tem mais influência. Esses dados aparecem, mais ou menos assim, na PBM (Pesquisa Brasileira de Mídia) 2014 e 2015. Só que inverte rádio e internet, porque só 50% dos brasileiros têm acesso à internet. Como parece que não é amostra nacional e sim em grandes cidades, dá essa distorção”.

As regiões monitoradas foram São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza.

Segundo o estudo, depois de TV e internet, na sequência, aparece o jornal (66%) e o rádio (61%) na influência sobre a opinião pública, segundo os entrevistados. Revista vem como a última opção, com 48%.

A percepção da influência da televisão e da internet é alta entre todas as classes sociais e níveis de escolaridade, mas a prevalência da TV começa a diminuir. Para o público jovem (18 a 24 anos), o meio perde para a internet.

As classes mais altas acreditam que os meios impressos têm mais influência sobre a população: 51% das classes A e B mencionam o meio revista, contra 48% da população em geral.

O mesmo cenário é visto com relação ao meio jornal, que atingiu 66% no levantamento geral, mas sobe para 70% entre as classes mais altas.

O rádio tem 61% de concordância, com pouca variação entre as classes A, B e C. Entre os entrevistados das classes DE, o percentual cai para 56%.

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="380888" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]