‘Em qual país do mundo não morre gente?’, diz Bolsonaro após recorde de mortes por covid-19

Redação

bolsonaro pandemia covid-19 mortes

Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a minimizar as mortes por covid-19 um dia após o Brasil registrar mais de 4 mil óbitos registrados em 24 horas pela primeira vez na pandemia.

Segundo levantamento da BBC Brasil, o número de mortes de brasileiros nesta terça-feira foi maior do que 133 países tiveram em um ano de pandemia. Além disso, o país concentra 37% dos óbitos de todo o planeta mesmo tendo apenas 2,7% da população mundial.

Estamos passando ainda por uma pandemia que, em parte, é usada politicamente. Não para derrotar o vírus, mas para tentar derrubar um presidente. Todos nós somos responsáveis pelo que acontece no Brasil. Qual país do mundo não morre gente? Infelizmente morre em tudo o que é lugar. Queremos é minimizar esse problema“, afirmou.

O presidente participou da cerimônia de posse do novo diretor-geral da Itaipu Binacional, General João Francisco Ferreira, em Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná, e recebeu a medalha do mérito de Itaipu.

Além disso, esteve ao lado do governador Ratinho Junior (PSD) na inauguração da nova pista de pousos e decolagens do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu/Cataratas. O aeroporto foi um dos leiloados por R$ 2,128 bilhões pelo governo federal.

Durante a manhã, em visita a Chapecó (SC), Bolsonaro criticou o PT (Partido dos Trabalhadores) e disse estar se lixando para 2022.

BOLSONARO QUESTIONA PROTOCOLO DE MANDETTA NA SAÚDE E CRITICA A IMPRENSA POR DAR FOCO ÀS VACINAS

Bolsonaro também criticou o ex-ministro da Saúde Luiz Mandetta, afirmando que o antigo protocolo sanitário não era adequado para os pacientes de covid-19. Ele ainda disse que não defende o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra o coronavírus, apenas ressalta que o médico é livre para receitar o que bem entender.

“O que eu defendi e defendo é o médico na ponta da linha receitar o que ele achar mais conveniente e melhor em comum acordo com o paciente. Ou querem que eu siga o protocolo do Mandetta? Vá para casa e quando sentir falta de ar vai para o hospital ser intubado?”, indagou ele.

Por fim, Bolsonaro ainda criticou a imprensa sobre o foco das atenções serem as vacinas. Segundo ele, uma preocupação é conseguir um remédio capaz de curar a infecção porque buscar alternativas é da natureza humana.

“Tenho certeza que brevemente será apresentado ao mundo um remédio para a cura da covid. Porque a gente fica assustado, prezada imprensa brasileira, tanta eficiência e tanto foco apenas na vacina. Queremos a vacina passando pela Anvisa? Sim, mas também buscar o remédio para a sua cura e não demonizar qualquer outro medicamento que o médico receite”, completou.

Previous ArticleNext Article