Política
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Embaixador do Brasil na Ucrânia diz não trabalhar com hipótese de invasão

A embaixada estima que haja cerca de 500 brasileiros no país, e que alguns deles têm procurado o órgão preocupados.

Folhapress - 08 de fevereiro de 2022, 12:45

Foto: Reprodução/Twitter
Foto: Reprodução/Twitter

O embaixador do Brasil na Ucrânia, Norton de Andrade Mello Rapesta, afirmou nesta terça-feira (8) que a representação não considera, no momento, a hipótese de um conflito no país.

"Não se pode falar em plano de retirada quando não há fato concreto que o motive. O fato concreto seria se, na eventualidade, que não se considera possível, de uma agressão externa ao país, ou de tsunami, terremoto", disse ele em entrevista ao canal Globo News, acrescentando que o consulado está atualizando os dados de contato de brasileiros no país.

"Estamos atualizando esses dados em função dessa realidade, se vier a acontecer, e repito, não estamos trabalhando com essa hipótese, terão planos de contingência adaptados a cada região", continuou.

Rapesta afirmou que a embaixada estima que haja cerca de 500 brasileiros no país, e que alguns deles têm procurado o órgão preocupados. "Temos dito que a vida segue normal, que nós diplomatas confiamos na diplomacia, e que fiquem tranquilos. O Itamaraty tem, em caso de intempérie, um plano de contingência, mas isso será visto em momento oportuno que esperamos que nunca aconteça", declarou.

A tensão na fronteira da Ucrânia com a Rússia tem aumentado nos últimos dias, com Estados Unidos e Alemanha enviando centenas de soldados para o leste europeu para fortalecer a defesa ucraniana. Há temores que a Rússia invada o país, após tentar, sem sucesso, impedir que a Ucrânia ingresse na Otan (Organização do Tratado Atlântico Norte), que se expande sobre o continente.

Os EUA avaliam que uma invasão pode acontecer a qualquer momento, mas que a via diplomática ainda está aberta. Na segunda, o presidente da França, Emmanuel Macron, se reuniu com o presidente russo, Vladimir Putin, para discutir o tema. Após o encontro, o francês disse que o russo garantiu que não haveria 'escalada' na Ucrânia, mas o Kremlin negou qualquer promessa nesse sentido.