Empreiteiro alvo da 56ª fase da Lava Jato se apresenta na Superintendência da PF em Curitiba

Fernando Garcel


O último alvo de mandado de prisão da 56ª fase da Operação Lava Jato em solo brasileiro foi cumprido no início da manhã desta segunda-feira (26). César Mata Pires Filho, um dos donos da empreiteira OAS, se apresentou na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba. O mandado de prisão é temporário e tem validade de cinco dias. Outros dois alvos da operação estão fora do Brasil, em Israel e em Portugal.

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As investigações estão relacionadas à prática de corrupção nas obras de construção de uma sede da Petrobras em Salvador, na Bahia. Segundo a PF, as obras e os contratos de gerenciamento da construção, de elaboração de projetos de arquitetura e de engenharia foram superfaturados e direcionados para viabilizar o pagamento de propina a agentes públicos da Petrobras e dirigentes do Fundo Petrobras de Seguridade Social (Petros), entre outras pessoas.

“Tudo isso em prejuízo à estatal e ao fundo de pensão investidor, este mantido mediante patrocínio da própria Petrobras e das contribuições de seus empregados”, informa a PF.

Segundo a polícia, o Petros investiu na execução da obra para alugar o prédio à estatal por 30 anos. Porém, com o direcionamento da execução das obras à uma empresa ligada a outras duas grandes empreiteiras já conhecidas investigadas, o valor da execução ficou acima do que deveria, assim como o valor de aluguel a ser pago.

De acordo com a PF, “os investigados direcionavam parte dos recursos obtidos desses valores a maior para pagamento das propinas, utilizando de artifícios para ocultar e dissimular a origem e destino desses montantes”.

As penas somadas podem chegar ao total de 50 anos de prisão, além das multas. O nome da operação refere-se à perda do Fundo de Pensão da Petrobras, assim como ao fato de os crimes investigados parecerem revelar um “saco sem fundos”. Os presos ficarão à disposição da Justiça na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

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