Política
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Entidades cobram de candidatos o apoio ao novo pacote anticorrupção

Mais de 300 entidades civis dos mais diversos setores estão cobrando dos candidatos à presidência da República e ao Cong..

Jordana Martinez - 26 de abril de 2018, 15:00

Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / Fotoarena
Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / Fotoarena

Mais de 300 entidades civis dos mais diversos setores estão cobrando dos candidatos à presidência da República e ao Congresso nas próximas eleições a adesão ao pacote de “Novas Medidas contra a Corrupção”.

Nesta quinta-feira (26), o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, divulgou apoio à iniciativa pelas redes sociais:

"Diversas entidades que lutam contra a corrupção no Brasil vão cobrar dos candidatos o apoio a novo pacote anticorrupção elaborado pela Transparência Internacional e FGV", diz a postagem.

“O nosso alvo principal são os candidatos ao Congresso, mas também vamos atuar junto aos presidenciáveis porque eles têm influência sobre os partidos e podem atuar para que os candidatos assumam compromisso de apoiar a aprovação do pacote”, afirma Nicolle Verillo, colaboradora da Transparência Internacional no Brasil.

São 84 novas medidas, entre elas estão uma proposta de emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei que estabelecem a segunda instância na esfera penal para o chamado trânsito em julgado, quando não cabem mais recursos.

Se aprovadas, essas sugestões vão reforçar a posição tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que permitiu a  prisão do ex-presidente Lula, condenado em segunda instância no caso do Tríplex.

Transparência Internacional

Com consultas a 300 entidades, a campanha do novo pacote foi lançada em fevereiro pela representação no Brasil da Transparência Internacional, principal organização dedicada à luta contra a corrupção no mundo com atuação em 110 países.

Presidenciáveis e candidatos a deputados federais e senadores estão sendo pressionados a apoiar as propostas para serem levadas ao Congresso Nacional a partir de fevereiro de 2019, quando começa o próximo ano legislativo.

“Não podemos esperar mais nada deste Congresso (fazendo referência ao "desmonte" do pacote de dez medidas em 2016). Agora é buscar o compromisso de todos os candidatos para aprovação dessas novas medidas”, afirma um dos organizadores do movimento, Luciano Pereira dos Santos.

O pacote inclui ainda exigência de ficha limpa para servidores públicos, estratégias para evitar a indicação de "apadrinhados", aumento da pena para o enriquecimento ilícito e responsabilidade das empresas envolvidas em casos de corrupção.

O pacote está aberto a consultas e sugestões da sociedade até 30 de abril pelo link http://novasmedidas.transparenciainternacional.org.br/.