Erro de anotação na agenda fez MPF perder audiência da Lava Jato

Roger Pereira


Um erro na anotação na agenda eletrônica foi o motivo alegado pelo procurador da República Diogo Castor de Mattos, para a ausência do Ministério Público Federal em audiência para oitiva de testemunha de processo relacionado à Operação Lava Jato, na 13ª Vara Federal de Curitiba.

Na última quinta-feira, em audiência para oitiva de testemunha de defesa do réu David Muino Suarez, banqueiro acusado de lavagem de dinheiro, que teria operado recursos financeiros na Suíça para integrantes do PMDB, como o ex-deputado federal Eduardo Cunha, a cadeira designada à acusação ficou vazia, pois nenhum membro do Ministério Público Federal compareceu ao ato processual.

Apesar da obrigatoriedade de presença do MPF em todos os atos do processo, o juiz Sérgio Moro decidiu dar continuidade à audiência, ouvindo a testemunha de defesa, que acabou não sendo indagada pela acusação. Moro, então, intimou o MPF a justificar sua ausência.

Na quinta-feira, procurada pelo Paraná Portal, a assessoria de imprensa do MPF no Paraná informou que “a ausência, uma exceção diante de todas as audiências já realizadas no âmbito da Lava Jato, ocorreu devido a um incidente de última hora que inviabilizou a presença do MPF. O imprevisto será devidamente informado ao juízo”.

Em resposta a Sergio Moro, o procurador Diogo Castor de Mattos assumiu a culpa pela ausência, pediu escusas ao juiz e informou que o “incidente de última hora” foi “uma confusão de datas deste subscritor na anotação do compromisso na agenda eletrônica”. Na petição, ele informa que o ocorrido foi uma excepcionalidade e que este problema não se repetirá, “pois foi implementado o acesso direto à agenda de pautas da douta 13ª Vara Federal na agenda eletrônica deste subscritor”.

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Repórter do Paraná Portal
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