Escolas do Paraná terão alimentação 100% orgânica até 2030

Vinicius Cordeiro

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O governador Ratinho Junior assinou um decreto nesta terça-feira (3) que determina que toda a alimentação do sistema estadual de ensino do Paraná deve ser orgânica. O objetivo é incluir os alimentos gradualmente em todas as mais de 2 mil escolas estaduais. Com isso, a previsão para que 100% da merenda seja orgânica é no ano de 2030.

Atualmente, apenas 8% da alimentação nas escolas estaduais é orgânica, enquanto 60% é proveniente da agricultura familiar.

“A meta é audaciosa, mas o apoio do estado aos pequenos agricultores que trabalham com a produção agroecológica e orgânica vai ajudar a atingir esse resultado, melhorando a qualidade da merenda de nossos aluno”, afirma Ratinho. Segundo ele, outro objetivo da sua gestão é incluir três refeições por dia nas escolas.

MAIOR PRODUTOR

O Paraná é o estado brasileiro com o maior número de propriedades rurais certificadas em agricultura orgânica. O número é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Entre outros fatores, isso é resultado do programa Paraná Mais Orgânico, que conta com um investimento de R$ 13,5 milhões do governo. O projeto dá apoio nos processos de comercialização da produção. Além disso, ajuda os pequenos produtores orgânicos a certificarem suas propriedades.

Neste ano, o Paraná Mais Orgânico alcançou a marca de 1.127 certificações em propriedades rurais paranaenses. No total, foram mais de 2.057 visitas e 852 estudos de caso.

NOVO PROGRAMA

Ratinho Junior também lançou nesta terça-feira o Coopera Paraná. O Programa de Apoio ao Cooperativismo da Agricultura Familiar no Paraná busca o fortalecimento das micro e pequenas cooperativas agrícolas do estado.

A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento criou um grupo de trabalho com oito instituições. Elas serão responsáveis por discutir as melhores estratégias para atingir as metas de 100% de alimentação orgânica nas escolas.

Segundo o secretário Norberto Ortigara, o desafio é grande, já que ainda não há produção orgânica, principalmente de alimentos processados, para abastecer toda a rede de ensino.

“Temos um desafio enorme de suprir passo a passo, até chegar a 100% ao longo dos anos. Mas é também a oportunidade de ampliação da produção agroecológica e orgânica, que é um apelo que ganha corpo no mundo”, completa Ortigara.

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