Cida Borghetti assume o governo do Paraná nesta sexta-feira (6)

BandNews FM Curitiba

Beto Richa (PSDB) anunciou a renúncia no último dia 26 para disputar uma cadeira no Senado.

Cida Borghetti (PP) assume nesta sexta-feira (6) o governo do Paraná, com um discurso municipalista e sem anúncios de nomes de novos secretários. A primeira mulher a
governar definitivamente o Paraná vai dividir os compromissos do cargo com a campanha à reeleição.

Beto Richa (PSDB) deixou o Palácio Iguaçu – a renúncia foi anunciada no último dia 26 – para disputar uma cadeira no Senado. O desenho da transição do governo do Paraná saiu do lápis do deputado federal Ricardo Barros (PP), que saiu do ministério da Saúde também na semana para concorrer à reeleição.

A governadora tem forte ligação com Maringá. É casada com o Ricardo, que já foi prefeito, e a filha, Maria Victoria, deputada estadual pelo PP, nasceu na cidade. A governadora, “maringaense” de Caçador (SC), disputou o primeiro cargo público em 2000, quando se candidatou à prefeitura de Maringá. Ela recebeu 22.392 votos e ficou
na terceira posição.

Segundo a assessoria de Cida, Maringá é a vitrine da forma de gestão do grupo político do qual ela faz parte, já que o município aparece nas primeiras colocações de rankings de qualidade de vida.

“A marca do nosso grupo político é a gestão eficiente. Não irei administrar sozinha. Farei consultas aos deputados e lideranças políticas. Ouvirei representantes
do agronegócio, do meio empresarial, das federações, das associações, das entidades de classe e dos sindicatos. Do setor produtivo aos trabalhadores. Todos terão voz e participação”, diz Cida, em nota enviada pela assessoria.

Cida, que não tem dado entrevistas desde a renúncia de Beto Richa, principalmente para falar sobre mudanças no governo, cultiva aproximação com pautas municipalistas.

Na nota da assessoria, ela afirma ter o compromisso de fortalecer parcerias do estado com os municípios. “Os recursos têm que chegar lá na ponta. Nas cidades as coisas acontecem e precisam ser resolvidas”, disse.

A governadora construiu a vida política em torno de questões dos direitos das mulheres, em especial a saúde preventiva, e crianças. Uma das maiores marcas foi o combate ao câncer de mama.

No início dos anos 2000, ela iniciou um movimento de conscientização e prevenção sobre a doença. Na Câmara dos Deputados, Cida presidiu a comissão especial que aprovou o Marco Legal da Primeira Infância.

“São bandeiras que carrego comigo ao longo de toda a minha trajetória. O grande desafio é preparar uma nova geração para o futuro, e isso passa pelo investimento maciço na primeira infância. Uma política integrada unindo educação, saúde, nutrição, cultura, segurança e direitos humanos. Dar a oportunidade para que as nossas crianças possam ser cidadãos mais preparados”, informa a nota enviada pela assessoria.

Acompanhe:

Sigilo

Na véspera da posse no Palácio Iguaçu, Cida Borghetti mantém sigilo sobre os nomes que vão compor o novo governo. Segundo informações de bastidores, a nova governadora também deve trocar o comando da Secretaria de Estado da Fazenda, comandada desde 2014 por Mauro Ricardo Costa.

Isso porque o novo governo teria interesse em uma “agenda positiva” e a gestão de Costa foi marcada pelo ajuste fiscal implantando nos últimos anos, com forte desgaste entre os servidores públicos.

Cida Borghetti não fala sobre as indicações, tampouco o deputado federal Ricardo Barros, do PP, marido e coordenador da pré-campanha à reeleição da esposa, comenta.

Os nomes dos novos secretários e diretores das autarquias devem ser divulgados somente na data da posse.

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