Ex-assessor sugere caixa 2 na campanha de prefeito de Maringá

Carla Guedes - Metro Jornal Maringá

vacina vencida Maringá

O áudio em que um ex-assessor da Prefeitura de Maringá sugere que houve caixa dois na campanha do prefeito Ulisses Maia, em 2016, não para de gerar polêmica. Ontem, vereadores usaram parte da sessão na Câmara para cobrar explicações sobre a denúncia. Willian Gentil (PTB) classificou o teor da gravação como “um fato grave, muito grave” e informou que está consultando advogados sobre a possibilidade de ingressar com um pedido de instauração de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o prefeito.

Ao mesmo tempo, articula para que todos os citados no áudio (Ulisses, irmão do prefeito e o ex-assessor) sejam convocados pela Câmara. “O povo quer saber”, afirma. “O caixa dois compromete o pleito.” Um pedido de investigação foi protocolado no Ministério Público por um estudante de Direito.

No áudio, que circulou pelo WhatsApp, Marco Meger, ex-assessor do prefeito, se dirige a um irmão de Ulisses e diz que “pra ir pra campanha levar R$ 500 mil em dinheiro, caixa dois, vocês ficaram felizes”. E depois, se queixa do tratamento que vinha recebendo. “Agora, ficam me (…) infernizando, olha o que eu recebo, aí o que eu mereço de consideração de vocês.”

Na sexta-feira passada, Meger foi exonerado. No dia seguinte, ele gravou um vídeo confirmando a autoria do áudio, mas voltou atrás na denúncia.

O ex-assessor se desculpou e alegou que naquele dia “tinha (…) tomado umas a mais, tinha tomado um remédio para dormir (…). Eu nunca (…) levantei dinheiro nenhum, caixa dois, de nada. Me desculpe se eu criei um mal estar para alguns de vocês”.

Procurado, Meger não respondeu o pedido de entrevista do Jornal Metro, ontem.

Meger trabalhava como assessor no Gabinete do prefeito desde o início da gestão Ulisses. Ele era o interlocutor do Executivo com deputados e Governo Federal para a vinda de recursos para Maringá.

Em nota, a prefeitura informou que “se posiciona com serenidade diante das tentativas de dar dimensão a uma ‘brincadeira’, como admitiu o ex-coordenador de Projetos Governamentais, exonerado de cargo em comissão, ao fazer referência a irregularidades eleitorais”.

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