Ex-secretário da Fazenda e ex-tesoureiro de MG são indiciados por desvio de R$ 855 milhões

Redação

Ex-secretário da Fazenda e ex-tesoureiro de MG são indiciados por desvio de R$ 855 milhões

O ex-secretário de Estado de Fazenda José Afonso Bicalho foi indiciado pela PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais) por peculato. Além dele, o ex-subsecretário do Tesouro Estadual Paulo de Souza Duarte também foi acusado.

De acordo com o Portal G1, ambos são suspeitos de desviar R$ 855 milhões em empréstimos consignados feitos por servidores e pensionistas do Estado na gestão de Fernando Pimentel (PT). O crime aconteceu entre 2017 e 2018.

Conforme as investigações da PCMG, aproximadamente 260 mil servidores foram afetados. Eles realizavam empréstimos e tinham as parcelas descontadas nos salários, porém, o valor não era repassado pelo Executivo aos bancos.

O governo retinha o dinheiro para o pagamento de despesas do Estado. Com isso, diversos servidores tiveram seus nomes em cadastros de inadimplentes.

INÍCIO DAS INVESTIGAÇÕES

As investigações contra Bicalho e Duarte foram iniciadas depois que o Paraná Banco entrou com uma ação na Justiça de Belo Horizonte para receber os valores retidos pelo Estado. Depois disso, a polícia descobriu 11 instituições financeiros que teriam concedido recurso para os servidores, mas que foram usados pelo Governo de Minas.

No total, foram 102 condutas de desvio de dinheiro entre junho de 2017 e setembro de 2018, que somam R$ 855.607.160,84. As apurações não apontaram em que destinos o dinheiro era aplicado.

“Eles desviaram os recursos privados, pertencentes aos bancos, em benefício do próprio estado, pagando contas públicas. É um dinheiro pertencente aos bancos, e o estado não pode fazer uso de dinheiro privado para quitar outras obrigações”, explicou o delegado César Duarte Matoso, do Depatri (Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio) ao G1.

Posteriormente, os bancos receberam os valores devidos pelo Estado através de acordos. O crime de peculato tem pena que varia de dois a 12 anos de prisão. Bicalho e Duarte foram indiciados 102 vezes pelo crime.

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="757214" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]