Fabiane Rosa será investigada no Conselho de Ética da Câmara

Francielly Azevedo - CBN Curitiba


A Corregedoria da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) apresentou uma representação contra a vereadora Fabiane Rosa (PSD) no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do legislativo.

A parlamentar foi presa, no último dia 27 de julho, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, suspeita da prática de “rachadinha” – quando funcionários comissionados são obrigados a devolver parte dos salários ao agente público. A vereadora nega as acusações.

Para a Corregedoria, a conduta da parlamentar, se confirmada pelo órgão disciplinar da CMC, é punível com a perda do mandato. Foram onze dias de análise pela sindicância, com realização de diligências internas e acesso ao trabalho do Gaeco.

Na terça-feira (11), o Tribunal de Justiça do Paraná decidiu que Fabiane Rosa, até então presa na Penitenciária Feminina de Piraquara, deixasse a cadeia e passasse a cumprir prisão domiciliar.

Fabiane Rosa foi denunciada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por concussão e peculato. Ela foi suspensa temporariamente do Partido Social Democrático (PSD), mas deve participar normalmente das sessões plenárias da Câmara Municipal, que acontecem de forma virtual em razão da pandemia de Covid-19.

A parlamentar é a atual presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba, no biênio 2019-2020. Como será julgada pela comissão, a vereadora terá que ser considerada impedida. Dessa forma, o vice-presidente Bruno Pessuti (Podemos) passaria a presidir o grupo de trabalho.

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