Fachin determina abertura de inquérito contra cúpula do MDB

Redação

O relator dos processos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, autorizou a abertura de inquérito para investigar a cúpula do MDB sobre o suposto repasse de R$ 40 milhões em doações eleitorais a políticos do MDB do Senado. Entre os políticos que teriam sido beneficiados estão o senador Roberto Requião e o presidente do Senado Eunício Oliveira (CE).

> Leia o despacho na íntegra

De acordo com a delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o PT teria pedido à JBS o pagamento de R$ 40 milhões em propina ao MDB em troca de apoio político para as eleições presidenciais de 2014. Em um dos depoimentos, Machado disse que a informação lhe foi confirmada por Ricardo Saud, então diretor de Relações Institucionais da JBS.

Também são investigados Renan Calheiros (AL), Jader Barbalho (PA), Romero Jucá (RR), Eduardo Braga (AM), Edison Lobão (MA), Valdir Raupp (RO), Roberto Requião (PR), além do ex-senador e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rego.


Ao determinar a abertura do inquérito, Fachin destacou que esses fatos “não são apurados em qualquer procedimento em trâmite perante este Supremo Tribunal Federal”.

“Com relação à abertura das investigações, como sabido, uma vez requerida a abertura de investigações pela Procuradoria-Geral da República, incumbe ao relator deferi-la, não lhe competindo qualquer aprofundamento sobre o mérito das suspeitas apontadas, exceto se, a toda evidência, revelarem-se inteiramente infundadas”, decidiu Fachin.

Em nota, o MDB afirmou que “repudia mais uma tentativa de criminalização da política”. “Esperamos que a conclusão deste inquérito seja rápida e acreditamos que ao final a verdade será restabelecida”, defendeu a legenda em nota.

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