Fantasmas na Alep: ex-deputado do Paraná tem quase R$ 5 milhões bloqueados

Redação

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O ex-deputado estadual Basílio Zanusso teve R$ 4,9 milhões bloqueados pela Justiça. Acusado por improbidade administrativa, o político foi acionado pelo MPPR (Ministério Público do Paraná) por ter nomeado oito funcionários fantasmas na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná).

De acordo com a 1ª Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público de Curitiba, há duas ações civis pública em andamento sobre o caso. Em uma delas, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 4.969.950,74 das contas de Basílio Zanusso. Além disso, foram bloqueados R$ 1,1 milhão dos patrimônios dos ex-funcionários da Alep Carlos Eugenio Maurmann Cardoso e Eluiza Maria Lopes.

Conforme o MP do Paraná, Basílio Zanusso nomeou oito servidores fantasmas, entre 1998 e 2002. De acordo com a denúncia, alguns funcionários sequer tinham conhecimento do suposto esquema. Além disso, um dos fantasmas morreu antes mesmo de ser nomeado em um cargo de comissão na Alep.

A decisão sobre o bloqueio contra Basílio Zanusso coube à 1ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba.

ALÉM DOS FANTASMAS, SERVIDORES RECEBIAM SEM TRABALHAR

Na segunda ação, o MP do Paraná acusou os dois ex-funcionários da Alep de receber salários sem trabalhar. Carlos Eugenio Maurmann Cardoso e Eluiza Maria Lopes teriam se beneficiado da irregularidade entre maio de 2009 a abril de 2010.

Segundo a denúncia, eles recebiam salários, mas não prestavam serviço algum à Assembleia Legislativa do Paraná. Assim, enriqueceram ilicitamente em R$ 1.114.068,99. O juízo da 5ª Vara da Fazenda Pública determinou o bloqueio de cerca de R$ 550 mil reais de cada.

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