Fiel a Richa, PSB tenta unir novamente tucano e Cida Borghetti

Francielly Azevedo


Com as relações estremecidas entre o ex-governador e pré-candidato ao Senado Beto Richa (PSDB) e a governadora e pré-candidata ao Palácio Iguaçu Cida Borghetti (PP), o PSB realizou a convenção partidária estadual, nesta segunda-feira (30), em Curitiba, para praticamente mediar um acordo entre o tucano e a chefe do Poder Executivo. Desde a semana passada, os dois, que tinham a aliança dada como certa, passaram por situações desconfortáveis após o deputado federal e marido de Cida, Ricardo Barros (PP), lançar a ideia de que Richa disputaria o Senado como candidato avulso em um “acordo branco” com Ratinho Júnior (PSD), não tendo espaço na coligação governista.

Embora o PSB tenha sinalizado o apoio à reeleição de Cida, o martelo só será batido no prazo final previsto pela legislação eleitoral, que é 5 de agosto. Conforme o presidente estadual da sigla, Severino Araújo, a convenção delegou a decisão à Executiva Estadual. “Tratamos de uma coligação que informalmente foi constituída com Cida Borghetti para governadora, Beto Richa, do PSDB, para senador, e também o deputado Alex Canziani, do PTB, para senador. Além de uma coligação nas proporcionais para deputados estaduais e federais com DEM, PSDB, PP, PTB e PSB”, explicou.

E a questão do Senado seria justamente um dos pontos que pesou na divergência entre Richa e o grupo de Cida. O Tucano teria pedido que a chapa da governadora não incluísse o deputado federal Alex Canziani (PTB) como segundo candidato ao Senado. Em entrevista na convenção do PSB, o tucano negou. Não, nunca. Quando ainda era governador, eu disse a ele. Reconheço nele um bom político. Não tenho a menor dificuldade. Disse que se resolvesse sair teria o prazer de caminhar ao lado dele”, disse. 

ACORDO BRANCO

Como alternativa, nos bastidores das eleições estaduais chegam a cogitar um “acordo branco”, em que o ex-governador sairia como candidato avulso e apoiaria Ratinho Junior (PSD). Richa também descartou a hipótese. “Quem me conhece sabe que eu não atuo dessa forma. Tenho palavra, compromisso, e defendo o lado que eu estou. O que tem são simpatizantes, deputados que conviveram comigo o tempo todo e que têm o desejo de me apoiar. Alguns integraram o meu governo. Posso citar o Guto Silva (PSD), Márcio Nunes (PSD). Eu não posso recusar apoio”, justificou.

MATURIDADE POLÍTICA

Questionada sobre a ruptura da aliança, Cida desconversou. “Temos ainda quatro dias de muita conversa, muita maturidade política nesse momento. É um partido importante, emblemático, que também faz parte da nossa base de apoio. Eu tenho um respeito muito grande pelo ex-governador Beto Richa”, afirmou.

Com o discurso mais suave em relação aos comandos de Ricardo Barros, Richa ponderou ao falar sobre a aliança com o PP. “Estamos caminhando para um desfecho de forma satisfatória. É um grupo de partidos, uma aliança que vem de outras eleições. Com resultados vitoriosos. E o mais importante, a governabilidade”, destacou.

Mas sem deixar escapar qual seria o futuro na campanha, o tucano apenas ressaltou a fidelidade do PSB, lembrando que o partido esteve na administração dele na prefeitura de Curitiba, com o vice-prefeito e atual deputado federal Luciano Ducci. Os partidos estão conversando e um dos mais leais que nós temos é o PSB, até porque temos uma história juntos. A história do PSB, com o PSDB do Paraná não é de hoje, é antiga, que proporcionou grandes conquistas. O PSB é um partido que tem trabalhado para reconstrução dessa aliança, então está nas mãos deles (PP) essa aliança. Eu sou pré-candidato ao Senado em qualquer circunstância”, ressaltou.

**Com informações da BandNews FM Curitiba**

 

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.
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