Política
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Focados nas eleições, partidos brasileiros ignoram crise na Ucrânia

A maioria dos principais partidos do Brasil tem ignorado a grave crise que opõe a Rússia à Ucrânia e ao Ocidente, e que gera temor de uma guerra

08 de fevereiro de 2022, 09:17

Reprodução/Pixabay
Reprodução/Pixabay

A maioria dos principais partidos do Brasil tem ignorado a grave crise que opõe a Rússia à Ucrânia e ao Ocidente, e que gera temor de uma guerra. Procurados pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, afirmam não ter discutido o tema, nem ter posição oficial sobre o assunto.

É o caso de PT, PSDB, União Brasil, PL e PSOL. Outros, como MDB e PDT, dizem que defendem a autonomia de cada país e a paz. Como justificativa, os dirigentes declaram que estão ocupados com os preparativos para a eleição e a formação de federações.

"O MDB vê o episódio com preocupação, e entende que a diplomacia brasileira sempre defendeu a independência e a paz entre os povos. É o que se deve buscar no caso", diz Baleia Rossi, presidente da legenda.

"Nossa posição histórica é de respeitar a autonomia de cada nação e sermos sempre contra o uso da força bélica para solucionar conflitos. O diálogo e o bom senso devem prevalecer e nenhum país tem o direito de invadir ou oprimir uma outra nação", afirma Carlos Lupi, do PDT.

Na semana que vem, Jair Bolsonaro (PL) visita a Rússia, em meio à tensão. "Se a visita estiver focada na busca de alianças para favorecer acordos comerciais mais formais e sólidos, torço pelo êxito. Se não for pedir muito, espero que o presidente aproveite a oportunidade para levar uma mensagem de paz", diz Kátia Abreu (PP-TO), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado.