Força-tarefa da Lava Jato defende procurador acusado de receber propina

Redação

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O procurador da República no MPPR (Ministério Público do Paraná) Januário Paludo está sendo investigado pela PF (Polícia Federal) pelo suposto recebimento de propina junto ao doleiro Dario Messer. A informação foi dada em primeira mão pelo UOL neste sábado (30) e os demais integrantes da força-tarefa da Lava Jato já se posicionaram em defesa de Paludo.

Em nota, a força-tarefa da Lava Jato manifestou confiança no trabalho de Paludo e colocou em dúvida a viabilidade da denúncia apresentada na reportagem. Isso porque os procuradores analisaram que a investigação de Messer corre na Justiça do Rio de Janeiro e dessa forma a proteção de Paludo ou de qualquer outro procurador do Paraná não seria eficiente.

Os diálogos interceptados pela PF foram entre Messer e sua namorada Myra Athayde e ocorreram em dezembro de 2018. As conversas foram descobertas durante a Operação Patrón realizada pela Polícia Federal no Rio de Janeiro. O doleiro conta a Myra que pagou propina mensais a Paludo com o objetivo de proteger um colega doleiro de investigações.

Paludo é um dos membros mais antigos da Lava Jato no Paraná, estando desde 2014 em sua equipe e com presença no MPPR desde 1992. Por isso, o procurador fez parte das principais investigações de corrupção no estado, como o caso do Banestado em 1990.

Confira abaixo a nota da força-tarefa da Lava Jato:

Força-tarefa da Lava Jato no Paraná repudia suposições infundadas contra procurador

Em relação à matéria do UOL divulgada nesta madrugada, os procuradores da força tarefa da Lava Jato informam que:

1. A ação penal que tramitou contra Dario Messer em Curitiba foi de responsabilidade de outro procurador que atua na procuradoria da República no Paraná, o qual trabalhou no caso com completa independência. Nem o procurador Januário Paludo nem a força-tarefa atuaram nesse processo.

2. O doleiro Dario Messer é alvo alvo de investigação na Lava Jato do Rio de Janeiro, razão pela qual não faz sequer sentido a suposição de que um procurador da força-tarefa do Paraná poderia oferecer qualquer tipo de proteção.

3. As ilações mencionadas pela reportagem de supostas proprinas pagas a PF e ao MP já foram alvo de matérias publicadas na imprensa no passado e, pelo que foi divulgado, há investigação sobre possível exploração de prestígio por parte de advogado do investigado, fato que acontece quando o nome de uma autoridade é utilizado sem o seu conhecimento.

4. Em todos os acordos de colaboração premiada feitos pela força-tarefa, sem exceção, os colaboradores têm a obrigação de revelar todos os fatos criminosos, sob pena de rescisão do acordo.

5. Os procuradores da força-tarefa reiteram a plena confiança no trabalho do procurador Januario Paludo, pessoa com extenso rol de serviços prestados à sociedade e respeitada no Ministério Público pela seriedade, profissionalismo e experiência.

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